terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cartas de um jovem marciano - 2ª carta

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Cartas de um jovem marciano


Esse é um conjunto de cartas de um jovem marciano enviada a um amigo humano, expondo questões profundas e inquietantes sobre a natureza humana, ele irá guiar o leitor a por à prova a condição humana.
Ass: Rudson F da S

Acerca de seu caráter


Meu caro amigo humano devo por muito senão por todos motivos aceitar que existe em você um potencial que nem você mesmo conhece, aceitar esse fato me torna por vez controverso a carta anterior pois ao passo que assumi poder presenciar em você o grande ímpeto destrutivo de sua espécie, julgando nisso a sua auto classificação como Homo Sapiens, acredito não ser honesto da minha parte também não escrever sobre aqueles e tantos outros que dedicaram a vida para tornar sua auto classificação justa e honesta também, nesse momento será essa sua capacidade que irá me colocar em dissensão com espírito em que escrevi a carta anterior.
Me deparo hoje com um problema cada vez que tento julgá-lo em sua classificação como espécie, busco entender o que o torna humano, porém essa questão o torna algo que nem mesmo eu sei como descrever, quiçá alguém o saiba assim fazê-lo. Acredito ser esta de todas a mais estúpida das questões que poderia fazer-lhe, penso muito e vejo que não estou fazendo a pergunta certa. A pergunta se tornaria mais limpa e clara se fosse algo avesso entre você e sua natureza, o que de sua natureza sapiens há em você? Essa pergunta me leva a uma outra tão elegante quanto esta mesma: O que é o homo sapiens e o que você deveria fazer para torná-lo um, sendo que também deve entrar nessa balança todo caráter de seus feitos.
De todas as perguntas estúpidas que poderia fazer acerca de seu caráter seria aquela clássica: o que o torna humano. Afirmo que essa questão sem o entendimento do que é um ser humano é totalmente vulgar, sendo que tal aplicação torna assim minha carta vaga e sem sentido, sem contar que uma má aplicação ou digressão sobre o caráter humano sem uma analise previa me torna um determinista desonesto e até desprovido de qualquer capacidade critica, com certeza você deve agora estar se questionando sobre esse minha decisão nessa carta e com certeza esta desperta em você uma certa especulação sobre a minha conduta grosseria na carta anterior, pois saiba que não houve grosseria nenhuma na carta anterior pois naquela carta somente expus a grande capacidade de contrariar toda a sapiência a qual sua espécie julga ser portadora, não arremeti minha carta a uma digressão sobre o caráter humano mas sim as eventualidades históricas que levam qualquer conhecedor de sua história a o devaneio que é tentar justificar o porquê de sua sapiência, por fim ainda deixei claro que sobre o entendimento posterior de suas ações que vocês mesmos terão de decidir se são ou não o grande e aguardado Homo Sapiens.
O que o torna humano então deve ser levado rumo a uma outra questão tão elegante ou até mesmo mais honesta quanto a primeira: O quanto do caráter humano existe em você, para que possamos saber o que o torna humano; sendo assim não tomaremos caminhos precipitados nem nos deixaremos perder em falsas dicotomias. Acredito também ser certo já de antemão fazer uma pergunta inusitada, haverão por fim aqueles que dirão ser esta precipitada, na carta anterior expus a grande controvérsia da sua auto classificação como espécie, me pergunto e também dirijo agora essa mesma questão para você: O que fazer ou qual deverá ser o caminho tomado em nossas próximas cartas após a definição do caráter humano? Partindo assim dessa questão, surge em mim uma curiosidade sobre o que de tão bom está sendo transportado por essa figura, pois inculca-me reconhecer que algo de tamanho potencial positivo assim como os doces da chapeuzinho está sendo levado por você pelo caminho mais curto porém mais perigoso. Ao cogitar seu grande potencial me pergunto se com esse seu atual conhecimento acerca das eventualidades e das decisões onerosas de seu passado não muito distante, será que algum dia vocês encontrarão o caminho para fora dessa floresta?
Quando procuro entender o que levou a tomar tais pretensiosas decisões, admito que me deparo com uma entidade bipolar, digamos de forma mais técnica que me deparo com uma espécie que sofre de uma aparente síndrome de borderline, vejo-os portanto em duas faces ou mais. Temos por um lado toda a inocência daquela menina de capuz vermelho, que por sua vez cruzando uma floresta escura e tenebrosa com cesto de doces desconhece os perigos que o tal caminho mais curto pode lhe oferecer, essa decisão inusitada é da melhor perspectiva da chapeuzinho as pressas para compartilhar algo bom e vivenciar o mais rápido possível todo reconhecimento deste. Certos momentos sois assim como nessa primeira face. Ao passo que podemos abrir os livros de histórias e ver uma grande trajetória de morte e destruição nas justificativas do progresso, também vejo por sua vez uma grande história de superação, assim como os doces da chapeuzinho há algo bom em vocês escondido. A grande floresta atravessada por você é descrita no conjunto das suas escolhas, essas que por sua vez pode ou não levá-los ao destino tão esperado. O tal potência l prevalecerá somente na dependência da superação do caminho que vocês escolheram, a escura e fria floresta para atravessar encontra seu fim na superação de suas escolhas, admiro por sua vez tal inocência, mesmo que cega sobre a omissão dos riscos de tal a travessia.
A segunda face é aquela que mais me assusta e acredito estar essa também assustando a muitos outros que compreendem o peso de tais escolhas. A face sombria da insensatez os arremete a tomar de todas as decisões, geralmente aquelas que podem ser consideradas as piores e as mais pesarosas de todas, essas decisões geralmente são chamadas de progresso, estas que somente podem ser resultado de uma mente que digamos está sendo guiada por uma cega e inocente determinação, esta que justifica as piores atitudes para alcançar o progresso ou até mesmo sendo este somente produto de uma total perversidade atribuível somente as piores figuras de suas histórias infantis. Quando afirmei em minha carta anterior que a terra foi uma mãe insana ao dar a luz a um filho louco que a está sufocando lentamente em uma atmosfera de efeito estufa, tinha dito uma verdade acerca de sua capacidade auto destrutiva em nome desse tão desejado progresso. Não devo eu me colocar na posição de inquisidor mas infelizmente minha carta anterior me colocou como tal.
A decisão mais sensata que pode ser tomada por um adulto ao ver uma criança perdida é pega-la pela mão e levá-la ao encontro de seus pais, a primeira vista parece esta ser uma simples função, até mesmo singelo e considerável como sendo um ato de total boa descendência ou até mesmo uma obrigação moral quando vista pela lente da honestidade, porém essa tal ação por mais simples que pareça, não somente para mim mas para muitos inclusive para vocês mesmos, essa obrigação com a segurança e o bem estar de qualquer criança se torna um problema quando queremos expandir esta ao bem estar da imatura e insensata Humanidade, esta pequena e inocente criança que se encontra perdida e assustada é detentora de meros sete bilhões de dentes, aonde cada um destes responde independentemente aos detrimentos de suas necessidades mais básicas da forma mais bruta e desesperada possível. No total desespero em que se encontra essa criança, a gentil mão que por fim queira guiar tal criança perdida a seus pais se expõe ao risco de ter sua mão decepada.
Afirmações como esta sempre aparecem como pretexto aos tantos que entenderam essas fraquezas, por sua parte neste pretexto sempre foram guiados as insanidades despóticas no seu descaso com a falta de visão para que a cada momento pudessem sair da grande floresta em que entravas para encurtar todo caminho, tal descaso era sempre levada por proposta de superação, déspotas sempre prometeram tais. Os resultados dessa infantilidade exposta por suas decisões tornaram-nos as crianças do descaso, estando por fim desorientadas e amedrontadas foram estas vitimas dos pretensiosos lobos maus. O descaso acerca de qualquer um que encontre uma criança perdida e desorientada deve ficar contida as analogias mais pessimistas e não as realidades do terror das necessidades urgentes, entender os riscos de ajudar alguém não é de forma nenhuma justificativas as negações acerca das responsabilidades morais que todos somos detentores. Reconhecendo os riscos mas não negando as obrigações com o bem alheio, continuo a escrever minha carta em um teor de crítica pois sou obrigado a reconhecer e detalhar a existência de uma necessidade urgente, tão urgente esta que por sua vez abriu as portas para déspotas e destas pilharam eles tudo o que puderam, a mesma pretensão de ajuda do lobo mal a mesma sensibilidade inocente da chapeuzinho, em palavras secas, o lobo mal roubou os doces da pequena menina inocente que entrou de forma insensata em um floresta inóspita. Por toda a parte da história humana vejo diversos exemplos do resultado das decisões de escolhas que sempre os arremetem a aquela tão temida floresta, sempre nesse desespero surgiram lobos maus que os desceram ao mais baixo possíveis dos níveis da miséria, descendo-os ao genocídio.
Para muitos de vocês o significado do genocídio esta limitada aos pedaços das notícias dos picados de jornais velhos? Enquanto para outros a realidade de tal palavra se apresenta nas duas pontas, vítima e assassinos. A grande questão é sobre o descaso daqueles que não parecem fazer parte de um grande pôlder. Papel é isso que cada um parece viver, a todos aqueles que não puderam construir a história para entrarem em seus livros resta-lhes somente reconhecimento aos preenchimentos dos mais terríveis noticiários que ocupam curtas tiras de lembranças dos papeis picados ao lado de uma página de receita de bolo. Não existem afetados quando a este o outro lado papel se faz a realidade, para estes esse monte de letra sem peso ou sentido não passa de mera matéria jornalística, algo passível aos hábitos do preenchimentos dos espaços livres nos cantos mais inúteis das criticas, sempre longe das noticias mais locais, que por mais inúteis que sejam a visão crítica são as mais urgentes, talvez as notícias sobre o sangue das pobres e miseráveis ruas de Ruanda nunca sejam tão urgentes de divulgação quanto o endinheirado futebol, continuando estes leitores a tomar seu café matinal ou continuar a defecar, nos mais habituais casos do pobre hábito de leitura. Vejo este descaso do grande leitor alienado ao pôlder. defrontar direto com o desespero daqueles que estão prestes a sentir a lamina dos facões. A impotência da humanidade atirada as fétida poça de sangue que fazem de piscinas as valas coletivas, essas que torna ao qual esse já não pode mais diferenciar entre as sua carne arrancada e a de seus entes somente será reconhecida então aos iletrados leitores através das grandes estátuas de suas prováveis visitas aos pontos turísticos. Vejo a total voracidade daqueles devoradores de carne, que por um mínimo do pôlder desfizeram o sentido de existir aos devaneios da prioridades individuais mais mesquinhas.
Ao passo que suas necessidades mais básicas parecem aumentar, existe uma massa imensa de pessoas que passam a se perder nos caminhos das cruéis soluções a curto prazo que determinam um caminho oposto ao momento de maior dependência do grupo. Sobre as intenções cruéis de suas prioridades individuais estas devem ser entendidas quando em sua dominância pelo sentimento mais egoísta possível, como aqueles miseráveis cuja capacidade de tirar o mínimo do outro, estão guiados por toda insensatez cega a somar assim as misérias, tais atos não parecem estar providos de um ponto de um ponto final, tais atos não conhecem os limites acerca do colapso da humanidade alheia, tornando-se por fim as temidas massas cegas, insanas de miseráveis genocidas. Somar miséria esta é a melhor frase que pode ser usada ao descrever todos esses atos desesperados e egoístas, das mais covardes senão das mais horrendas, não posso dizer 'senão' quando 'é' realmente é a definição de tais, porque o caminho escolhido pela massa ignorante desesperada é em sua grande dominância histórica aquele que definem o pior no caráter das complexas sociedades Humanas.
Não posso omitir-me daqueles muitos que não participaram do tempo de insanidade e até lutaram contra suas imposições, a estes devo também dedicar palavras pois estes promoveram a grande mudança. Aqueles que se encontram cercados por estas ações e sobre a impotência de suas capacidades humanas, esses enxergam o colapso do ser. Aos que estão do lado oposto ao do facão cuja ponta da faca se faz presente de forma precoce diga-se da forma mais clara, essa realidade da etapa inevitável e mas temida da realidade vem de forma cruel e injusta; a morte. Se esta capacidade auto destrutiva é uma inclinação natural, com certeza devemos nos colocar ao lado daqueles que se negaram tal natureza ao absterem-se do sangue na promoção de tais atrocidades, assim como devemos aplaudir aqueles que encontraram por fim forças até maiores para conseguirem parar o que parece irrefreável, estes conseguiram parar o colapso humano, esses serão sempre o melhores indivíduos que os humanidade possui; homens com capacidade de juntar forças até maiores do que aquelas que unem as massas a marchar rumo ao caos e ao assassinato dos pobres e dos fracos.
Não existe revolução que começa pelo genocídio, uma horda que pilha miséria, não terá força contra a obstinação daqueles que irão por fim a essa, todas revoluções sempre se deram em um espírito de bom senso, todo poder que foi tomado pelo poder somente tende a ser preservado enquanto ainda detiver tal poder e deste puder fazer uso, porém como lhe disse anteriormente tomar o poder pela força bruta pilhando a miséria é somente pilhar miséria; é somar zeros e multiplicá-los por mais zeros, afinal o que pode ser tido da miséria. O mesmo cabe aqueles que detiveram seu poder pela miséria, estes tendem a cair pois somente estarão no poder enquanto existir a miséria, a miséria da crença, esperança, medo por falta de conhecimento.
Para um adulto que se entende como individuo pela miséria talvez motivado por uma visão pessimista me tenha em sua primeira impressão por mercador da morte. No fundo é o que acredito que eu mesmo pensaria se lê-se minhas carta em um espírito de ignorância sobre os eventos históricos, também poderia me confundir a primeira vista por um leitor de princípios puritanos como um total ignorante sobre o potencial humano e sua relação com os propósitos de um mundo que admito parece misterioso quando se é uma criança, porém aqueles que interpretarem por ofensiva ou até ignorante as palavras dessa carta, peço para que coloque as mãos em seus picados de jornais velhos e olhem os olhos das massas marcadas a morte, vivam o terror daqueles que souberam o que é ser massacrado sobre o total silêncio do descaso a dor alheia, peço também para que tomem por exemplo e reforcem as massas esquecidas daqueles que não se curvam perante o terror. Pode parecer apelativo porém essa é aquela parte que estava aguardando para fazer-lhe uma pergunta tão esperada por mim sobre o seu caráter humano; Não deve você por sua já muito proferida dignidade, honestidade e bom senso tomar por dever e obrigação o zelo de sua humanidade, aceitando que existe um pôlder do qual você inevitavelmente faz parte?
Vejo que minha pergunta se apresenta a você como um desafio que o arremete a responsabilidade prévia sobre o zelo com seu caráter humano segundo o que é esperado do tão prometido pela sua auto classificação Homo Sapiens. Porém como no início lhe havia prometido não posso escapar dessa referencia; mas afinal o que é um ser humano para que possamos saber o quanto do ser humano existe em você? Deixei também uma grande questão suspensa no ar que ainda não foi resolvida, e se for o ser humano mal em sua própria natureza qual será o rumo das nossas cartas? Duas coisas devem ser separadas, predisposição e pré-determinismo, não devemos perder muito tempo digredindo tais diferenças, ao entendimento da distinção entre essas palavras reconhecemos o grande peso que foi na formação da história humana suas más interpretações, religiões sempre atribuíram ao o predisposição ao pecado e o predeterminado pecada ao qual os homens deveriam ser dignos de expiação, os reis sempre usaram sua predeterminação ao tronado pelas questões hierárquicas, enquanto aos pobres e servos somente cabia a predisposição a obedecê-los pelas necessidades administrativas, déspotas tomaram o poder pelo entendimento da predisposição social da humanidade aos imperativos do descaso com o senso patriótico e racial.
A origem de uma sociedade não determina o caminhos dela, todos somos egoístas segundo nossa própria natureza, essa afirmação por uma má interpretação da carta anterior pode me colocar na posição de hipócrita, já que naquela critiquei tanto sua natureza primitiva, porém como lhe comentei em linhas anteriores não havia feito referencia direta a sua natureza que escrevi a carta anterior, se esse detalhe o deixar com alguma insegurança sobre minha honestidade literária vou lhe deixar avisado de antemão que toda palavra por mim ou até mesmo por você proferida estará sempre sobre qualquer pretensão desonesta correndo o risco de ser deturpada, da mesma forma como deixei claro sobre entendimento de seu caráter auto destrutivo não ser de forma nenhuma desculpas as atrocidades cometidas.
Como um deturpador que em nome da liberdade de uma população, das mãos tirânicas depõe o déspota, passa a desfrutar no mesmo gral toda a tirania que o mesmo empunhou contra a sociedade? Será que existe por sua parte na complexa sociedade humana uma fragilidade que atrai aos déspotas e corruptos homens sem nenhum pingo de visão humanista? Sendo ele a única forma de manter a paz, por que o senso comum, ou se existe tal senso, não consegue delegar aos homens de forma individual as mesmas responsabilidade de guardar a humanidade do próximo? Será o homem de alguma forma em sua inclinação natural omisso a responsabilidade pelo zelo da humanidade alheia, buscando sempre por métodos 'monarquistas de poder' para se livrar de tal responsabilidade e obrigar ao próximo respeitar a sua própria?
O descaso com os direitos mais básicos dos homens pelo homem e sua total cegueira a busca da coexistência no senso comum, sempre foi usado como pretexto para a negação em massa dos direitos dos mesmos, isso não é dito por mim mas sim pelos seus livros de história, regimes que negaram ao homem seus direitos mais básicos como pretexto para a preservação deste. Esse argumento mulambento que a primeira vista parece totalmente estúpido, e de certa forma parece balela do mais sórdido vendedor de seguros, foi aceito por muitos em uma convenção que desconfio, tenha sido induzida na teoria da pilhagem da miséria, o povo ignorante que não tem nada querendo o equilíbrio pelo fim dos que tinham mais. Muitos abraçam bandeiras que levam como propósito mais básico a liberdade do homem, não devemos esquecer que muitos destes negaram o mesmo propósito que defendem para si aos próximos. Como argumentei antes, o poder somente pode ser mantido enquanto esse mesmo poder que foi usado para controlar as massas existir, porquanto como seria uma sociedade, cujo poder seja tomado e mantido pela razão, este baseada nos direitos inalienáveis dos homens em comparação direta com aquela que foi tomada pelo poder e baseada na supressão dos direitos do mesmos?
Civilizações inteiras sentiram o peso de suas decisões mais mesquinhas e pagaram o preço com o colapso de sua estrutura, no limiar de sua civilização vejo algo parecido com os anteriores, vejo uma necessidade cada vez maior de uma conscientização global acerca da fragilidade de seu meio ambiente, em contrapartida vejo oportunistas que a curto prazo querem encher seus bolsos aumentando seus ativos, desprezando os problemas que se tornarão até insolúveis a longo prazo. Para poderem escoar seus problemas de um lado ao outro noto seu grande poder de barganha comercial, vejo esse mesmo poder de barganha em resposta a primeira evoluindo para resolverem a longo prazo o problema ambiental, porém da mesma forma como comentei anteriormente acerca dos déspotas que tomaram o poder na justificativa da ignorância do povo em manter a paz por conta própria em um ideal baseado no senso comum.
Ao Podermos por fim saber se o seu caráter individual é de natureza primitiva mal, sendo que não podemos defini-lo portanto como um indivíduo mal pois ainda temos provas de muitos que foram guiados a fazer o bem pelos resultados altruístas da sensibilidade a dor alheia, o mesmo pensamento porém de forma avessa pode usado se for o caso da conclusão de sua mente ser de origem primitiva e pacífica, para defrontar esta natureza temos registros de muitos casos em que homens resolveram se desvirtuar dessa bondosa e pacifica origem. Como esperado, após a definição do que é um ser humano não poderemos definir o que é o indivíduo, pois ao que podemos ver as origens parecem não fazer sentido para sua espécie, portanto o caráter de uma origem mal, cruel e egoísta não intervêm nas suas decisões de promoverem o melhor de si, assim como a sua grande capacidade de sentirem de forma altruísta a dor alheia que o impulsiona a compartilhar o melhor de si, também é defrontada pela decisão de promover o mal e tudo o que há de errado sobre este .
Logo então você se a natureza humana é responsável por impulsionar o indivíduo humano a fazer todo o tipo de ato brutal, o entendimento acerca de sua da natureza de um mal primitivo, de uma ignorância sobre o seu potencial destrutivo e violento, não deveremos torná-lo inocentes de todas acusações que já foram ou serão feitas contra o indivíduo. Para deixar mais uma vez bem colocado entre nos, é determinismo basear-se em conjecturas de inevitabilidade de tal potencial para tornar qualquer juízo de forma precipitada a inocentar ou isentar um indivíduo qualquer de suas acusações, o que coloca essa ideia em um perspectiva limpa é o fato de haver muitos que mesmo aos precipitados métodos de inocentamento de réus e seus crimes, ainda o fazem por escolhas, ainda tornam tudo diferente, uma vez que existem pessoas que promovem o melhor de si. Portanto em um caráter honesto não devo definir também de forma prévia de que você é uma má pessoa simplesmente pela má conduta de sua natureza, e sim no caráter de suas ações, visto que os indivíduo estão de forma clara, livre para escolher se opor a uma natureza de ódio e sangue para viver em um ideal humanista.
Afirmo mais uma vez que não está em mim o direito de definir o caráter de sua espécie, porém ao que eu vejo vocês são apenas resultado do que vocês mesmos buscam, a natureza do homem já se distanciou a muito do homem, mesmo que seja o fato de o se humano ser realmente mal, cabe ressaltar que da minha parte ser for mesmo fato vejo muito mais ações positivas do que negativas, serão essas ações que denunciarão as mutações que serão selecionadas em seu processo natural, superar ou desaparecer, sendo que da mesma forma como nos tornamos mais amigos e promovemos o beém estar desses próximos a nos, nesse círculo denunciamos nossa tendenciosa capacidade de tornar o mundo melhor, inconscientemente tendemos a selecionar os melhores indivíduos por causa dessa capacidade de fazer o bem, logo serão vocês mesmos os engenheiros de sua espécie, nisso vejo muito futuro em vocês, vocês são dotados da maior ferramenta da seleção natural, o poder de barganhar o comportamento. Pois se sobre o entendimento acerca da questão: O que é o ser humano; se sobre esta questão chegarmos a conclusão de que são os seres humanos de fato maus e egoístas em sua natureza, então nos restará somente assegurar nossas esperanças as mutações que criaram indivíduos bondosos e generosos, e esperar que por todas as gerações sejam essas mutações genéticas que imperem, impondo uma seleção do bem nos indivíduos, pois se sois sociáveis por necessidades, serão esses genes maus e cruéis que irão sentir a grande guilhotina da seleção natural.
Também não podemos deixar para trás o detalhe de que existe a possibilidade da natureza humana ser bondosa, dai para frente não que venha ao caso de ser de minha parte isso uma afirmação simplista, todas aquelas vontades de promover o bem serão automáticas; essa por sua vez não quer dizer também que seja ruim por não serem resultados de escolhas, ou até mesmo alguma espécie de iluminação advinda de algum canto escuro das cabeças dos homens, do contrário essa inclinação natural para toda a espécie humana seria mais um grande avanço dentro de um universo de possibilidades, pois tal natureza justificaria toda as ações bondosas promovidas pelos homens, ao passo que tornaria a maldade uma mutação ou algo totalmente atávica. Mesmo que a natureza humana apresente uma origem cruel ou bondosa, o indivíduo sempre herdara tais potenciais porém como herdeiro ele tem o poder de escolher o que fazer com tal herança, sendo assim os homens que escolhem fazer o mal estão fazendo o mal por vontade própria, e os homens bons estão aproveitando o melhor de sua herança.
Cabe também falar aqui sobre uma palavra a muito já esquecida ou até mesmo perdida, assumo que esta palavra se encontra perdida sobre o seu entendimento, não existe sentido nenhum em debater o sentido de tal palavra porém sobre o entendimento do que é o ser humano essa palavra chamada livre-arbítrio parece descrever um caminho totalmente independente das amarras ao titulo como está o indivíduo para a espécie, no caso do Homem para o Ser Humano. Não me contento somente em assumir que existe uma grande diferença entre o Ser Humano e o Homem, posso ir mais além em minhas observações, vejo que os dois não são os mesmos, tanto em origem quanto em sentido.
A origem do Homem é a origem de sua história, a origem do Ser Humano é uma origem sem ponto fixo, é essa apenas mais uma das possibilidades de organização do cosmo, o homem como tudo é pó das estrelas. A falta de um ponto de partida se da na busca do que é um ser humano a partir de uma forma física e concisa, ambos compartilham algo, talvez não somente o físico, porém a grande divisão de águas vem quando falamos sobre o sentido dos mesmos, um é apenas uma das múltiplas visões de um universo cego e frio sobre o entendimento da dor e da tristeza, alegria e felicidade, vida e morte, o outro é resultado de seus medos, felicidades e sonhos. Ao entendimento natural do que é um Ser Humano, este se apresenta ao mundo apenas como mais um grande grupo de animais, não sendo este diferente de nenhum, somente mais uma máquina de sobrevivência para os genes ao qual este é portador, cuja vantagem em relação ao meio ambiente que é é aquela modificação que os torna capaz de criar e enxergar sentidos aonde não nenhum, é esse apenas dotado do pode de criar e destruir seus sonhos.
Porquanto se a sua natureza Humana for boa ou má, e se nisso encontrarmos tanto tendências quanto negação, encontraremos indivíduos capazes de impor a sua natureza tanto o melhor quanto o pior para si. Traços de sua negação dessa natureza descente ou imoral nos obriga a reconhecer a partir dai, que sois tão bons inconscientemente quanto sois maus inconsequentemente, tanto quanto sois maus inconscientemente e e sois bons independente de suas origens e buscas. Sois por fim apenas uma palavra, 'opção', poderemos culpá-lo pelos seus atos de maldades somente se assim o fizer ser, não devemos julgá-lo por seus pais assim como não podemos julgá-lo pelos pressupostos de uma maldade genética. Posso tomá-lo por amigo e pessoa de boa índole pelas sua boas ações, isso e somente isso justifica o melhor em você.
Assumo que o melhor ao pensar em seu caso é simplesmente não o que o torna humano, mas sim o que quanto do ser humano há em você; portanto bom ou mal há em você tudo de sua natureza, porém há um poder maior ainda que o torna livre para ser tudo o que não queres para ti sobre tudo aquilo que lhe deram por herança, tens o poder de mudar o mundo pelas suas decisões e isto é algo totalmente independente do que pensa ou determina seus genes, sois o portador da razão.

Ass: Rudson F da S