quarta-feira, 27 de junho de 2012

Alguém me responda, no que contribuiu a teologia para o campo das ciências e áreas acadêmicas?

Graduação em Teologia (Bacharelado) - Ementas das Disciplinas
As disciplinas apresentadas neste ementário fazem parte dos currículos de Graduação em vigor na PUC-Rio. 

As disciplinas são identificadas pela sigla do Departamento que as administra, seguida de um número de 4 algarismos, em que o milhar indica o nível em que a disciplina é ministrada. No caso de Graduação o algarismo 

1.
A carga horária de cada disciplina é indicada por 3 números entre parênteses, separados por hífen, que significam, respectivamente: o número semanal de aulas teóricas, de exercício e de laboratório. Assim:
(4-0-3) significa 4 horas semanais de aula teórica, ausência de aulas de exercício e 3 horas semanais de laboratório.
TEO 1232 Sacramentos I - (4-0-0) 4
Esta disciplina estuda a sacramentalidade sob os aspectos antropológico, cristológico e eclesiológico, como linguagem específica para experimentar o Mistério revelado em Jesus e dele falar e apresenta os sacramentos da iniciação cristã (Batismo, Confirmação e Eucaristia) numa perspectiva de experiência comunitário-eclesial do mistério revelado em Jesus, com vistas às afirmação da identidade cristã em contexto pluralista.
TEO 1233 Sacramentos II - (4-0-0) 4
Esta disciplina sistematiza a vivência cristã a partir de suas concretizações no matrimônio, nos ministérios eclesiais, na penitência e na unção dos enfermos.
TEO 1241 Teologia Fundamental - (4-0-0) 4
Esta disciplina pretende introduzir o aluno na área da Teologia Sistemática, refletindo e aprofundando seus fundamentos: a Revelação e a Fé. Para isto, o curso trata dos seguintes temas: o ponto de partida antropocêntrico da Teologia Fundamental; A Sagrada Escritura como fonte da Revelação; A Tradição e o Magistério da Igreja como fonte da Revelação: a fé, o ato de fé, seus condicionamentos, seus elementos, suas implicações.
TEO 1242 Antropologia Teológica I - Criação e Pecado - (4-0-0) 4
Fundamentados na visão integrada do ser humano, são estudadas as principais afirmações bíblico-teológicas a respeito da fé em Deus criador, do ser humano criado à imagem de Deus e do chamado "pecado original". No aprofundamento dos temas, são focalizados também os desdobramentos contidos na tradição eclesial bem como na reflexão teológica atual. No desenvolvimento da temática, procura-se responder aos desafios que a modernidade / pós-modemidade levanta para a antropologia crista.
TEO 1230 Cristologia - (4-0-0) 4
Depois de apresentar o estado da questão sobre a historicidade dos evangelhos, é focalizado o itinerário percorrido por Jesus de Nazaré na etapa terrestre da sua vida. A seguir, é estudado o significado teológico da sua morte-ressurreição e, posteriormente, são analisados os principais títulos cristológicos que expressam a fé em Jesus Cristo professada pela comunidade do Novo Testamento. 0 estudo dos grandes concílios cristãos e os desdobramentos principais da reflexão cristológica sistemática constituem a parte final do curso.
TEO 1234 Monografia - (4-0-0) 4
Apresentação de um trabalho científico sobre um tema teológico, sob a orientação de um professor.
TEO 1231 O Deus da Revelação - (4-0-0) 4
A disciplina pretende expor a doutrina da Igreja sobre o Deus Uno e Trino, percorrendo, refletindo e aprofundando para isto as fontes bíblicas e a história dos dogmas trinitários. Inicialmente, pois, a disciplina introduz a problemática de Deus em confronto com os ateísmos, os teísmos e os politeísmos contemporâneos, procurando chegar a definir os contornos do Deus da revelação cristã como interpelação hoje numa cultura plural; Em seguida, percorre os fios condutores da revelação de Deus no Antigo e no Novo Testamentos; Num terceiro momento, estuda e reflete sobre a história da formação e formulação do dogma trinitário, em especial nos quatro primeiros séculos da história da Igreja, com especial atenção ao estudo dos símbolos apostólico e niceno-constantinopolitano.
TEO 1245 Eclesiologia - (4-0-0) 4
Esta disciplina visa refletir sobre a Identidade e Missão da Igreja. Para tal, numa primeira parte, estudamos o Novo Testamento e a Patrística: iniciamos buscando as diversas compreensões da experiência eclesial de acordo com os textos dos evangelhos e das cartas paulinas, com sua pluralidade de eclesiologias e centralidade pneumato-cristocêntrica. Estudaremos, em seguida, a iluminação que os Santos Padres (Patrística) fornecem para a compreensão da Tradição eclesial, entendendo-a na sua dimensão mistérica.
Na segunda parte, aprofundaremos a elaboração teológica sobre a Igreja, através das imagens de Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo, do Espírito Santo, comunidade de redenção / libertação, realizadas por alguns teólogos com Rahner, Kung, Congar. Na terceira parte, enfatizaremos a dimensão comunitária-sacramental da existência cristã, a Igreja como Sacramento de salvação, com uma acentuação para a perspectiva do laicato.
TEO 1246 Antropologia Teológica II - A Vida da Graça - (4-0-0) 4
Tema central da disciplina é a salvação cristã. Estuda-se primeiramente a iniciativa salvífica de Deus (oferta de graça). Em seguida, o acolhimento livre por parte do ser humano, que implica uma orientação fundamental de toda a vida para o amor e a luta pela justiça. Também são vistas as dimensões desta salvação acolhida: martirial, trinitária, experincial, universal e sócio-cultural.
TEO 1252 Escatologia - (2-0-0) 2
A escatologia responde às perguntas humanas mais desafiadoras e decisivas: para onde vamos? Qual o destino? Para que finalmente vivemos? A fé na ressurreição de Cristo é o eixo do Curso. A experiência da ressurreição em nossa vida pessoal e comunitária pervade todos os tratados teológicos. A vida e a obra deixada por Jesus Cristo nos revelam o nosso destino e o sentido da nossa vida.
TEO 1257 Mariologia - (2-0-0) 2
A disciplina de Mariologia é interdisciplinar e se propõe a fazer um estudo positivo das fontes e da reflexão propriamente teológicas. Maria é a mulher da fé porque acreditou. As antinomias ao movimento bíblico pré-conciliar serão estudadas sem um aprofundamento específico, dada a extensão do Programa. Os caminhos abertos pelo Vaticano II e sua repercussão na reflexão teológica e pastoral serão vistos em perspectiva mariológica. A espiritualidade cristã e as expressões populares do marianismo latino-americano e caribenho deverão brotar da nossa experiência de fé e da sistematização dada pelos documentos do Vaticano II, do magistério da Igreja e pelos nossos documentos latino-americanos, de modo especial Puebla e Santo Domingo. À luz do enfoque teológico estudado, refletir-se-á sobre algumas questões pastorais emergentes que constituem o Marianismo popular no Brasil.
TEO 1321 Introdução Geral à Sagrada Escritura - (4-0-0) 4
História Bíblica. Formação do Antigo Testamento e do Novo Testamento. Gêneros literários. Inspiração e Canon. A questão hermenêutica.

TEO 1322 Evangelhos Sinóticos e Atos dos Apóstolos - (4-0-0) 4
1. Evangelhos sinóticos: sentido e valor do Evangelho na tradição cristã; História da interpretação dos evangelhos; Introdução específica a cada um dos sinóticos; Análise de textos.
2. Atos dos apóstolos: introdução geral, leitura de textos.
TEO 1323 Escritos Joaninos - (4-0-0) 4
Estuda-se, a partir dos princípios científicos da exegese católica, a doutrina Biblica-teológica neo-testamentária da chamada Literatura Joanina, isto é, Evangelho, Cartas e Apocalipse, através dos resultados da bibliografia à disposição neste campo.
TEO 1325 Introdução ao Pentateuco - (4-0-0) 4
A compreensão do processo de composição do Pentateuco na história da exegese. 0 período pré-crítico. 0 período crítico. J. Wellhausen e a teoria das fontes. Evolução do sistema de Wellhausen: Gunkel e a Formgeschichte. As contribuições de A. Alt, M. Noth e G. von Rad na interpretação do processo de composição do Pentateuco. Tetrateuco e Obra Deuteronomista da História. Contribuições recentes da escola de Heidelberg (E. Blum) e da escola de Münster (E. Zenger). Exegese de textos seletos do Pentateuco.
TEO 1326 Literatura Profética - (4-0-0) 4
0 fenômeno profético no Antigo Oriente. Profetismo e divinação. Os processes divinatórios entre os egípcios e os hititas. 0 fenômeno profético nos textos de Mari. Os testemunhos babilônicos. 0 profetismo entre os cananeus. 0 profetismo em Israel: elementos comuns e elementos próprios do profetismo bíblico. 0 Nabi e o profeta individual no profetismo bíblico. Exegese de textos seletos dos profetas do séc. VIII.
TEO 1327 Literatura Sapiencial - (4-0-0) 4
0 processo sapiencial no Antigo Oriente. Natureza e estrutura. 0 valor do princípio de "causa-efeito" no processo sapiencial. Os ensinamentos sapienciais do antigo Egito. 0 processo sapiencial na antiga Babilônia: Sumários e Semitas. A crise da sabedoria e os escritos tipo "Jó" entre os babilônios. A sabedoria em Israel. A crise da sabedoria (Jó e Qohelet). 0 livro da Sabedoria e Ben-Sira e a sabedoria teológica. Exegese de textos seletos da literatura sapiencial bíblica.
TEO 1328 Escritos Paulinos e Cartas aos Hebreus - (4-0-0) 4
Localização histórica, cultural e religiosa do apóstolo Paulo. Introdução a cada uma das cartas paulinas. Exegese de textos seletos. Estudo dos principais temas da teologia paulina. Introdução à carta aos Hebreus.
TEO 1411 Moral Fundamental - (4-0-0) 4
Teologia Moral e novos paradigmas: balizas para o estudo e a pesquisa em Teologia Moral nos dias de hoje; Crise ético-moral em nossa sociedade; Resgate dos grandes referenciais e respectivo estatuto epistemológico; As fontes da moral; A fonte cristã e seus desdobramentos históricos; A fonte cristã e suas coordenadas básicas; Fundamentação antropológica; Lei natural e natureza humana. As normas morais; As virtudes; O chamado de Deus e a resposta humana.
TEO 1410 Ética da Sexualidade e Bioética - (4-0-0) 4
Parte I: A sexualidade humana no contexto atual; Os esteriótipos sexuais; Em busca de uma fundamentação sólida; Os cristãos e a sexualidade; O Amor; Considerações sobre algumas realidades específicas (corpo, relações pré-matrimoniais; Matrimônio, masturbação, homossexualismo...) Parte II: O paradigma bioético; A centralidade da vida; manipulação e o necessário discernimento; Os avanços tecnológicos atuais e a postura ética; Atentados contra a vida (eutanásia, suicídio, aborto, drogas...)

TEO 1413 Moral Sócio-Econômica e Política - (4-0-0) 4
A crise ético-moral hoje; A necessidade de resgate do vital humano e respectiva epistemologia; Como situar o social; A missão social da Igreja; A Doutrina Social da Igreja: pressupostos, apresentação sistemática dos documentos, princípios, valores e critérios de juízo; O despertar da Igreja no Brasil para o social, o econômico e o político; O relacionamento Igreja-Mundo a partir do Concílio Vaticano II; Aclarações diversas; Temas de atualidade.
TEO 1512 Patrologia - (2-0-0) 2
Introdução à Literatura Cristã (especificidades dos escritores latinos e orientais). Visão panorâmica ou periodização da Patrologia. Estudo do contexto e dos desafios culturais, políticos e religiosos e das respostas apresentadas pelos escritores cristãos (Padres Apostólicos, Apologistas, Juristas,etc.). Estudo crítico das fontes (análise de alguns documentos mais significativos: Didaquè, O Pastor, Carta de Clemente Romano, etc.). Alguns dos principais autores, desde o século I ao século V (Clemente de Roma, Inácio de Antioquia, Irineu de Lyon, Tertuliano, Cipriano de Cartago, Orígenes, Agostinho, Jerônimo, .... Isidoro de Sevilha) e suas principais contribuições à Tradição da Igreja (à mística cristã, à teologia batismal, trinitária, à eclesiologia, à antropologia cristã, ao pensamento social da Igreja, etc).
TEO 1517 História da Igreja I - (4-0-0) 4
"Questões de metodologia dos estudos históricos" (origens, fontes documentais, cronologia, etc.). Contexto judaico da origem da Igreja; O seu encontro com a Tradição cultural clássica (greco-romana). Vida cotidiana dos primeiros cristãos romanos, das reações anticristãs até Constantino. 0 desenvolvimento da fé (heresias, concílios e Tradição). As invasões bárbaras e a evangelização desses povos. A "reforma Carolíngea" (séc. VIII); O monarquismo medieval e a "reforma de Cluny"; Gregório VII; O Cisma do Oriente (1054); O islamismo (cruzadas e Ordens militares-religiosas); Heresias medievais e inquisição; As Ordens Mendicantes; A questão de Felipe contra Bonifácio (1294 - 1303); Antecedentes do Renascimento e, finalmente, a queda do Império Bizantino (1453).
TEO 1518 História da Igreja II - (4-0-0) 4
O início da Igreja no Continente Americano; A Reforma (Luterana, Calvinista e Anglicana); A Reforma Católica; O Concílio de Trento; Concílios Regionais na América Latina; A Igreja e o Movimento Ilustrado no Século XVIII; Impacto da Revolução Liberal na Vida da Igreja; Centralização Romana do Século XIX; Renovação Teológica, Exegese Bíblica Católica, Ensinamento Social da Igreja; A Crise Modernista; "Nova Cristandade"; O Concílio Vaticano II; A Igreja Latino-Americana no Pós-Concílio.
TEO 1637 Síntese Teológica: Exame Complexivo - (12-0-0) 12
Exame oral sobre o conteúdo básico do Curso de Teologia.
TEO 1640 Seminário - Sagrada Escritura - (2-0-0) 2
Conteúdo variável.
TEO 1641 Seminário - Sagrada Escritura - (2-0-0) 2
Conteúdo variável.
TEO 1642 Seminário - Sagrada Escritura - (2-0-0) 2
Conteúdo variável.
TEO 1650 Seminário de Teologia Sistemático-Pastoral - (02-0-0) 02
Conteúdo variável.
TEO 1651 Seminário de Teologia Sistemático-Pastoral - (02-0-0) 02
Conteúdo variável.
TEO 1652 Seminário de Teologia Sistemático-Pastoral - (02-0-0) 02
Conteúdo variável.
TEO 1711 Direito Eclesial - (4-0-0) 4
A função do Romano Pontífice e o Colégio Episcopal. A organização da Igreja universal: cúria romana, sínodo Episcopal, Colégio dos cardeais e os legados. A função do Bispo Diocesano na Igreja particular. A organização o das Igrejas Particulares: sínodo diocesano, cúria diocesana, conselho presbiteral, colégio dos consultores, conselho pastoral e outros conselhos. Algumas organizações especiais: CNBB, CELAM, CRB. A estrutura paroquial. A função do pároco. Algumas estruturas paroquiais: conselho pastoral-paroquial, conselho econômico. Direito Sacramenta1: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos e Ordem.
TEO 1712 Direito Matrimonial - (2-0-0) 2
A visão do matrimônio no Vaticano II. Natureza e propriedades do matrimônio. Preparação pastoral do matrimônio. Os impedimentos matrimoniais. Os vícios do consentimento. A forma canônica. Os processos de nulidade matrimonial.
TEO 1713 Direito Fundamental - (2-0-0) 2
Natureza do Direito Eclesial. Os vários significados do termo Direito. O conceito de Direito Eclesial-canônico e sua relação com o Direito. Diversas dimensões do Direito em geral. As funções sociológicas do Direito. Algumas noções filosóficas do Direito. Direito Eclesial como ciência. O Direito Eclesial-canônico e as outras disciplinas teológicas. Aspectos teológicos do Direito Eclesial-canônico. História das fontes. Orientações para a leitura do Código atual. Elementos de legislação canônica (cc. 1-22). Organização do Povo de Deus: aspecto teológico-jurídico (cc. 204-207). Obrigações e direitos dos fiéis (cc. 208-223). Os direitos e obrigações dos leigos (cc. 224-231).
TEO 1801 Liturgia - (4-0-0) 4
Introdução; Apresentação de Documentos da Igreja relativos à Liturgia; História da Liturgia; Diversos Ritos (Famílias Litúrgicas); o Ano Litúrgico; Liturgia das Horas; Celebrações Dominicais; "Sacramento" do Espaço Arte; "Sacramento" do Som e Música; Liturgia: Escola de Fé; Pastoral.
TEO 1811 Teologia Pastoral - (2-0-0) 2
Estudo dos elementos básicos teológicos e pedagógicos da relação entre segmento de Jesus e vida apostólica.
TEO 1812 Espiritualidade - (2-0-0) 2
A disciplina de Espiritualidade visa a capacitar o aluno a distinguir e a relacionar a espiritualidade cristã com a reflexão teológica, apresentando os fundamentos bíblicos e teológicos da espiritualidade, o conteúdo das principais escolas de espiritualidade, a relação entre mística e ascese e entre a ação e contemplação, os acentos comuns de espiritualidade contemporânea, a partir de textos escolhidos dos fundadores de escolas e de teólogos representativos da matéria.
TEO 1813 Ecumenismo - (2-0-0) 2
Unidade I - Cristãos divididos; Conceitos básicos de ecumenismo e diálogo inter-religioso; História e realidade atual das divisões no seio do cristianismo; Panorama religioso do Brasil atual; A divisão histórica e atual dos cristãos refletida no Brasil; Novos movimentos religiosos no Brasil; Influxos indígenas e africanos; Unidade II - Por que e para que procurar a unidade dos cristãos?; Teologia da unidade, no Novo Testamento e na reflexão teológica; Unidade III - A tarefa ecumênica; História do movimento ecumênico; O testemunho cristão perante o mundo e a colaboração ecumênica nos diversos campos
TEO 1814 Métodos de Pesquisa em Teologia - (2-0-0) 2
Disciplina introdutória, oferecida no primeiro semestre do curso. Apresenta a teologia como ciência que, tendo seu objeto próprio e sua metodologia, reflete sobre a experiência da fé em Jesus, vivida dentro da comunidade eclesial, acompanhando os processos históricos de pessoas e culturas, em contínuo diálogo não apenas com outras ciências, mas também com as realidades cotidianas com as quais a multiforme ação evangelizadora entra em contato.
TEO 1902 Língua Grega Bíblica - (2-0-0) 2
A disciplina Grego I introduzirá o aluno ao Grego do Novo Testamento. Serão estudados os elementos gramaticais de morfologia e sintaxe com o uso de exercícios e leituras. Um estudo interativo a partir do texto grego do Evangelho de Marcos servirá de apoio ao estudo. Conforme a necessidade do aluno, o professor procurará suprir eventuais dificuldades de leitura em outro idioma por razão da bibliografia relativamente restrita em português.
TEO 1988 a TEO 1991 Estudo Filosófico I a IV - (2-0-0) 2
Conteúdo variável
TEO 1992 a TEO 1999 Estudo Filosófico V a XII - (4-0-0) 4
Conteúdo variável

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Ser, o que...


Algo muito além da realidade do Ser.
Mais simples que o ser, pode estar.
Mais complexo que ser, quiçá será.
Simples, Honesto, confesso, ficará.

Alguém...        Existe algo.           ser o que
sem algo...     livre.                        ter o que
lugares...       está em.                  que.
aqui, ali...      aonde é.                  onde que.
momentos...  quando.                  quando que.
estará...           será.                        fará o que.
está...            é.                               é o que.
esteve...         foi.                            foi o que.

domingo, 3 de junho de 2012

Cartas de um jovem marciano


Cartas de um jovem marciano


Esse é um conjunto de cartas de um jovem marciano enviada a um amigo humano, expondo questões profundas e inquietantes sobre a natureza humana, ele irá guiar o leitor a por à prova a condição humana.

Ass: Rudson F da S

Acerca de sua Natureza

Meu caro amigo sapiens. Engraçado o quanto uma coisa tão simples como uma palavra pode impor tanta responsabilidade, sua classificação consegue pôr qualquer observador em devaneio. Digo isso, pois são muitas as vezes em que me pego a pensar no porquê do meu dever de aceitar sua classificação de homo sapiens. Ao que nos cabe sobre o bom entendimento acerca da forte significância desse título, pareces não ser dotado de tal sabedoria, pois ao passo em que ages somente aos inconformes do significado da palavra sapiens, tal significado parece esvanecer aos pés de sua natureza primitiva. Por toda parte da terra negaste acerca de seu título como sapiens, toda responsabilidade proveniente da mesma, você parece sentir prazer em explorar o pior de sua natureza indo contra toda sapiência a qual você declara ser portador.
Um simples conhecedor de história pode contestar sua perspicácia em justificar tal sapiência, o homo sapiens em um curto espaço de tempo, assim como a influenza, conseguiu se espalhar toda parte da terra, tornando-se em sua sapiência à terra um grande risco de destruição. O espaço sempre foi um perigo para todos, porém hoje o maior risco provém da própria terra, a mãe que deu origem a um filho insano que a está sufocando lentamente em atmosfera de efeito estufa, pois mesmo pelas incalculáveis voltas que seu pobre planeta já deu em torno do sol, parece que agora somente você pode fazer tantas mudanças quanto essa imponente estrela, sua centelha. Não é de minha parte nenhuma mentira, a afirmação de que todos dias antes de você surgir, por muito tempo houveram dias e noites, porém depois de você ter surgido somente parece haver noites, e de certa foi o que você fez, atirando sua natureza a uma noite que perece não ter fim. Como uma terrível inovação agora você se mostra ao planeta como um ser que para ele agora é mais significante do que o próprio sol em seu destino, pois dependendo de você o dia poderá nunca mais surgir, e de certa forma agora você é tão importante quanto o sol. Mesmo que reconheçamos sua assim sapiência, somente estaríamos omitindo suas inconsequentes ações que expuseram toda forma de vida a sua volta ao risco da extinção, tudo acaba um dia, mais você parece acelerar o processo.
Destruição, morte, fome, miséria e dor parecem ser sedutores à álibi na justificativa para tudo aquilo que vocês chamam de progresso, por sua vez a muito ouço os mesmos professarem o fim de tais terrores, porém noto sua grande inclinação a reconhecer para si o direito de impor aos outros tudo aquilo que abominam para os mesmos, afinal é vosso o conceito de paz. Ao sentido simples e natural do mundo em que fomos concebidos, não existe guerra nem paz, existe acerto e erro, todos estamos limitados a realidade das constantes mudanças, somos apenas uma corrida orgânica que tende a dar certo ou errado, e se o caminho escolhido por sua inclinação natural os expuser as sensíveis navalhas da seleção natural, serão essas mutação tortas os empurrará aonde guilhotina da seleção natural os irá cortar a cabeça.
Me inquieta reconhecer que o melhor que há em você, é produto das terríveis consequências de suas aventuras pelo estreito caminho evolutivo, que por sua vez os impeliu deliberadamente a sobrevivência, adaptando-os a ponto de formarem uma mentalidade de causas e consequências. O que pode você em questões das consequências naturais de suas experiências assumir a tal proferida sapiência? Sois quase cego à omissão de sua verdadeira gênesis, pareces ter medo de ser somente mais um, ou simplesmente um outro animal qualquer, o que justificaria sua determinação em impor sua autodenominação como o Homo sapiens, sem previamente debater as justezas da significância de tal palavra.
Não importa o quanto demore, mesmo a montanha mais íngreme não resiste ao menor sopro constante, ao refletir sobre as imperfeições do seu cérebro símio, não que eu queira denegrir os símios até mesmo porque eles realmente dançam conforme suas necessidades naturais. Vejo que vocês vivem uma corrida por experimentar todas as consequências possíveis do terror proporcionado por sua inconsequente cegueira da priori. Sua inclinação natural a omissa desculpa para tudo, os faz em sua condição hipócrita negar o terror, conclamando para si o direito errar para aprender, não lhes nego tal direito, todos assumimos que até a beira do poço não podemos falar diretamente de sua profundidade, porém no fundo do poço o buraco é sempre mais profundo e escuro, a beira do poço é para vocês um caminho inevitável a ser percorrido, e o fundo do poço parece ser seu lugar predileto.
Sois inconsequentes quando sois filhos das consequências? Nascer da miséria os tornou miseráveis? Se assim não fosse, por quê então somente reconheces a paz quando fazes contraponto as infâmias da guerra? Vocês estão limitados ao entendimento da palavra paz sobre o reconhecimento do terror imposto por guerras que o justifique como tal? E quando não há guerra o que para vocês pode ser considerado paz? Reconhecer finalmente seus valores de superação me aterroriza, pois para vocês somente pode haver superação ao passo que exploram o pior de vocês mesmos antes de reconhecer as terríveis consequências do que estão prestes a promover, buscando sempre justificativas para impô-las.
Noto em mim um certo fascínio pela capacidade que vocês possuem de superar o pior de vocês mesmos, e isso que me aterroriza, pois não existe razão em justificar os cadáveres do passado. Aonde muitos tiveram sua humanidade tirada pelas suas sensíveis vértebras, com tudo aquilo que vocês dão como significância para a palavra alma, logo então essas almas foram atiradas ao poço do que considero como sendo a verdadeira morte, a morte pelo terror seguido pela impunidade de justiça levada ao esquecimento e ao silêncio das valas coletivas. Essas lembranças são dolorosas e coloca sua humanidade em cheque e nisso sois empurrado a um estado estupefato, o que os obriga fechar os olhos diante do espelho da realidade que lhes está mostrando o quanto sua humanidade é fraca e sensível, e é essa capacidade de fechar os olhos após sua superação que os atira a outro ciclo auto destrutivo.
Sua história parece dar forma a um grande monstro que impõem terror e morte dirigida que apenas foi guiada por sua sapiência. Sumir e não assumir, esse parece ser seu grande dilema perante as responsabilidades para com seu titulo e sua história. De tanto negar os fatos históricos que deram origem a sua condição humana, se tornou até difícil para você assumir a responsabilidade com a negligência do seu passado, tudo aquilo que é lido nos livros de história, para você parecem ser simples manchas que os obriga pular de páginas, algo repugnante que queres a torto e direito esquecer, somente são lembranças que remetem a um passado que lhes parece ser um espelho que reflete o presente. Ter uma mente crítica é ter lembranças de um monte de profanidades históricas, é estar corrompido em juízos daqueles que nem sequer estão preservados nas lembranças de seus entes. O medo da inocência cega é o terror comparável a morte para todos que dizem críticos ou livre pensadores. Esqueça os mortos, essa frase o surge e ressurge com frequência, porém para os críticos a responsabilidade acerca dos fantasmas da história com todas suas obras, são para ele a voz do passado que precisa existir no tempo presente. Enquanto evitares essas manchas em seus livros de histórias não poderás ver o quanto o terror do passado podes escrever um presente em seu novo tempo, pois é isso que sois e é isso que negas, os filhos do terror que negam o terror. Porquanto ainda o vejo preservar todo tipo de tradições danosas a sua preservação nesse cosmo, o que quase me deixa escapar uma lágrima pelo sofrimento dos seus antepassados.
Quero deixar a entender com clareza que sois o único em seu berço que pode evitar o próprio colapso. Por muito vocês vieram descrevendo sua história em guerras para destruição, porém não posso deixar esse detalhe ofuscar sua capacidade de superação, pois vejo que aprender é o que fazes melhor. Vejo que tudo de melhor que a humanidade possui foi construído a partir do próprio colapso, é nessa oportunidade auto-destrutiva que vocês provam a si mesmo que podem apreciar o melhor de si, pude observar em meus estudos que somente valorizas a palavra humanidade, quando a mesma se encontra em um abismo rumando ao esquecimento, assim pude perceber que após provar a si mesmos que sois capaz de apreciar o terror, foi aonde percebi que terror é apenas uma palavra que para vocês reduz um intricado e vergonhoso monte de palavras que não gostas de ouvir.
Exponho a contradição de sua sapiência por não conseguirem alcançar nessa denominação, todas as justezas que sua auto-classificação os impele, isso é algo que devemos assumir, nenhum de nós nega que seus livros de história descrevem toda uma grande trajetória de guerras e catástrofes promovidas e assistida por vocês. Não sou determinista portanto não posso me inclinar a dizer que sua classificação como homo sapiens, deva ser compelida somente à forma com que vocês tratam uns aos outros. Se sobreviver é a chave para eternidade, assumo que sois sapiens, pois em seu meio natural realmente sois sapiens a tudo que se pode entender por estratégia de sobrevivência, porém do grande processo natural do qual viemos, todos nos reconhecemos que a chave para eternidade está nos filhos, e nisso não sois sapiens pois deixastes um legado de ódio e guerra para vossos filhos, o que os joga na mesma armadilha da auto-destruição em que vocês se encontram, afirmo isso pois vocês também receberam de seus pais tal legado, de certa forma os pais amaldiçoam os filhos. Vejo sua sapiência contrastar com sua capacidade auto destrutiva, sobre esse contraste suicida, se são ou não sapiens sobre a face do planeta terra, um dia vocês mesmos terão de definir se nesse sentido vocês são realmente o tão aguardado Homo sapiens.


Ass: Rudson F da S

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Não vejo monstros... Vejo homens maus

Não vejo monstros... Vejo homens maus


Vejo homens maus e suas maldades devem ser punidas. Também vejo pessoas boas que se acovardam perante a imposição do terror, essas por sua vez se tornam culpadas da existência de vítimas que as vezes nem podem falar por si, porém estou vendo muito mais pessoas boas que estão tomando para si a dor daqueles que já não conseguem mais gritar, vejo também aqueles que estão tomando força e gritando auto, e muitos os estão ouvindo, homens e mulheres, pessoas como eu e você, não aceitaremos que outros continuem a sofrer.
Não devemos nos inclinar perante o terror personificado em homens de má índole. Devemos buscar esses homens maus aonde quer que estejam, somos maioria, estamos em todos os lugares, físicos e virtuais, conversamos com nossos vizinhos e até montamos fóruns e chats, não existe pedra suficiente no mundo que possa esconder os homens maus.
Somos aqueles que não deveriam jamais tolerar o sofrimento infantil, pegaremos todos aqueles que assim se sentem na liberdade de abusar da inocência, impondo o terror e a dor para ganhar aquilo que acreditam ter direito.
Não importando seu cargo social, não importando suas vestimentas, usando gravata e paletó com rolex de ouro ou até mesmo roupas rasgadas e sujo de graxa, todo aquele que promover o sofrimento de inocentes será punido, se eles se sentem onipotentes quando suas nojeiras desumanas não são punidas, eles que se preparem.
Mostraremos que suas vítimas que não enxergam possuem muitos olhos, pois sempre haverá alguém os vendo. Somos todos nós os olhos daqueles que não podem ver, os ouvidos daquele que não ouvem, somos todos a justiça do inocente, somos todos a punição para o ímpio, e no final os ímpios estarão sozinhos, sem amigos, sem parentes, sem amor e nem conforto, aquela cadeira dura e aquela martelada dura serão suas únicas condições.
Aqueles que não temem punições e acreditam que sairão impunes, reconhecerão em suas vítimas a existência das provas contra eles, pois as fizeram como tal. Mesmo acreditando que se escondendo como maravilhosos pais de famílias, amigos e parentes, terão nisso seu álibi de defesa, assistirão de camarote sua derrocada e verão que estavam enganados.
Reconhecemos que os homens bons simplesmente promovem a bondade, e os homens maus apenas buscam viver de bondades, aos homens maus a única bondade que lhes restará será a bondade da justiça, e nessa justiça receberão tudo aquilo que negaram as suas vítimas, o direito de não sofrerem nenhum tipo de agressão, desde ações violentas que os provoque escoriações até aquelas que os neguem a dignidade de ser um ser humano, esses serão os únicos atos de bondade conferidos a eles.
Mesmo que continuem enrustidos como bons cidadãos ganhando nosso amor e confiança, o medo que sentirão por saber da existência de pessoas que os estão caçando, eu você e muitos outros, os farão sentir como verdadeiros foragidos, e é isso que eles serão, foragidos de uma punição que os irá encontrar não importando onde estejam.
Eles sabem que no final abraçaremos a causa de todas suas vítimas, e os puniremos até que suas espinhas não consigam mais sustentar o próprio corpo.