terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Poesia da realidade

 
A Poesia da Realidade
A poesia da realidade é uma poesia elegante, é a poesia do equilíbrio, é a poesia da superação. Somos todos filhos da superação natural, máquinas engendradas sobre as necessidades de superação ao meio ambiente. Sabemos quem somos pois sabemos o que somos, essa foi a grande superação do Homo Sapiens, uma pequena poesia a grande novidade de um planeta chamado Terra. A poesia da realidade pode ser também interpretada como sendo a poesia dos herdeiros, ou simplesmente como a poesia dos assombrados.
Somos a felicidade de uma triste realidade superada, os filhos dos que vieram, somos aqueles que aprendem com o passado, os que se preocupam com o futuro e os que vivem o presente. Somos o único caminho para aqueles que virão, os deixaremos sozinhos, da mesma forma que fomos deixados. Os deixaremos à sombra do nosso universo, nossas obras serão nossa maior assinatura. Aqui chegamos e daqui também passaremos, como aqueles que vieram antes seremos o passado, porém vivemos o presente da existência.
Curto espaço de tempo esse, aonde por toda parte da terra qual pisarmos, somente nossas pegadas restarão, aonde ao olharmos para trás somente poderemos ver pegadas, a pegada do pai que carregou o menino, a pegada do pai e do menino,  somente a pegada do menino, e no fim somente pegadas, mas que cada pegada foi um momento, um riso, um choro, uma história, toda pegada já passada foi um dia presente, o mesmo ontem vivendo hoje um sono eterno rumo ao futuro.
Somos limitados ao passado e pretensiosos sobre nosso futuro, sobreviver depois de nós será a grade façanha dos nossos filhos, neles estaremos eternizados, assim como em nós ecoa a história do universo, permaneceremos nele sobre uma nova perspectiva. Não vimos os que a muito se foram, éramos cegos, éramos aqueles que ainda seriam, reconhecemos a existência do passado, pois somos a continuidade do mesmo, estamos à sombra de suas obras, somos tudo o que deixaram, somos um ideal vivendo ideias.
Esquecemos de tudo, por termos medo do esquecimento, aonde ao sermos esquecidos morremos, as pessoas vão e somente suas palavras ficam. Aonde foram aqueles sorrisos, aplausos, lágrimas, de medo, de dor ou simplesmente de felicidade? Cadê todo aquele amor incondicional, ódio racial, ou mesmo todo aquele ódio de sangue? Ainda os possuímos?Ainda somos aquela história que engendra o horror? O que aconteceu com aqueles que se foram? O que há com os que aqui estão? O que será daqueles que virão?
 O presente do homem é atemporal, no passado vive a história, no presente vive a contestação, no futuro uma pretensiosa ambição.Enquanto sorrirmos nosso passado vive, pois somos todas as suas obras, enquanto nos odiarmos e promovermos o terror, nossos fantasmas ainda nos assombrarão, nos superamos ao destruir o pior de nossas heranças, fracassamos quando preservamos as qualidades que promoveram a dor e o sofrimento na história já passada.
Devemos tudo à história, aquela de um passado atormentado pelo terror devemos uma nova história de risos e felicidade, esse é o significado da palavra presente, e é assim que um presente deve ser um presente. Que nunca esqueçamos o passado promovido pela impiedade, guerra e sofrimento, temos sobre nós o dever de fornecer uma nova realidade, para a felicidade de um tempo presente, e uma sombra branda como presente para o futuro. Cabendo a nós a responsabilidade com o futuro, seremos também os fantasmas de nossas obras.

Eis minha carta à realidade:

Não quero Deus ou deus nenhum para encontrar qualquer tipo de consolo ou felicidade, quero encontrar no singelo ato de viver o melhor de min., o bem que eu mesmo posso promover não quero deixar a cargo de nenhum Deus, o mal que eu venha a fazer quero eu mesmo poder ressarcir. Sem o Deus bondoso sou eu o responsável por promover o bem estar do próximo, sem o Deus vingativo, sou eu o responsável por combater o mal e diminuir o fardo do meu vizinho. E se a morte chegar quero ser a sombra sobre a qual todos aqueles que vierem depois de mim possam encontrar o melhor de si também. Quero ser um explorador, não um conquistador, poder encontrar em cada indivíduo um pouco de esperança, pois cada um de nós é um pequeno universo. Quero ter no olhar humano o conforto e a humanidade que preciso para encontrar a minha própria poesia da existência.

Qual é a sua poesia?

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