quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O nascimento de um novo tempo – Desinterpretando o propósito, não existe proposito




Desinterpretando o propósito
hOmem
vS
dEus

Isso é apenas
&
Somente
Apenas questão de semântica

A vida não tem sentido, para assumir essa posição iremos analizar a semantica e a aplicação da palavra sentido. Assim como assumimos que a vida não tem preço, dizemos que a vida tem valor, valor não é o mesmo que preço? Assumimos de peito aberto que temos um sentido para viver, não colocamos preço na vida de uma pessoa, porém volorizamos a vida dessas pessoas. Temos por um ideal de vida, um conceito de valor que transcende a importância dos números que conceituam o universo em um padrão quantitativo. Definir a palavra valor como preço ou como apreço vai depender da semantica do entendimento e da aplicação contextual. Nossa mente se esforça muito para conceituar e interpretar os conceitos alheios, tudo em nossa mente humana deve ser quantificada, tudo está “em ordem para” algo a um nível de aplicação sobre uma necessidade, tudo se entende por números em seus grau de relação, mais importante ou menos importante, fútil ou útil, necessário ou desnecessário, falta ou escesso, carência ou desperdício.
Entendemos a semântica da importância como um sentido de algo para algo, de certa forma essa noção nos guia a ideia de propósito, tudo deve ter um propósito incluindo a própria existência? Não, nem tudo tem propósito mas podemos ter um propósito para algo, propósito pode ser entendido como destino, é aonde daqui para frente no iremos aplicar a noção de propósito, eu tenho um propósito ao escrever este texto, esse texto tem um destino, esse destino é o leitor, esse destino se refere a entrega da informação.
Sentido ao que se entende como aplicação de um destino a algo, não se refere a orientação em um espaço dimensional, mas a um espaço atemporal, sentido de aplicação em um propósito, sentido de “premeditar algo com intuito de”. A vida não tem nenhum propósito. Assumir essa proposta não me reduz como um ser consciente, a ideia ou conceito de que a vida é um completo vazio, simplesmente assumo que todos nascemos sem destino, ninguém nasce destinado a ser rico e viver uma plena felicidade ou desgraçar-se em sua própria soberba de poder ou impotência, também não saímos pregando que existem pessoas que nascem destinado a morrer.
Lutamos o tempo todo contra o Status Quo, contraditório? Abrimos o jornal de manhã e lemos o que o destino dos horóscopos nos diz. Uma menina pobre nascida na África vendo seus irmão morrendo de fome e por fim sendo estuprada com uma sacola plastica, sendo assassinada ao ter sua vagina cortada de dentro para com uma faca afiada, esse era o destino dela? Assim como era o destino do estuprador estuprá-la? Por que não se encontra esse tipo de destino nos horóscopos dos jornais? Nenhum governador sai por ai assumindo que não pretende mudar o estado em que se encontra a sociedade, nenhum politico assume que o destino do assaltante é assaltar, portanto não vai fazer nada sobre os assaltos que ocorrem em uma devida região, pois se é destino das pessoas é o de serem assaltados que assim seja, mostrando que não tem intenção de lutar contra o destino, ao contrario todos politicos procuram mudar o estado das coisas, de certa forma é hipocrisia assumir que existe propósito ou destino nos eventos que ocorrem o tempo todo em um vasto universo.


Aceitar por consolo?


Como a vida não tem nenhum propósito? Me sinto um ser dentro de uma carapaça seca sem objetivo. Devemos procurar entender no que implica aceitar a ideia de destino ou propósito, devemos estar preparados para admitir hipocritamente que, tudo de bom que acontecer. Não pedimos aos doentes, fracos, deprimidos e oprimidos que se conformem com os seus destinos, aonde nossa saúde, força, felicidade e orgulho, podem ser assumidos como benefícios de uma agraciação cósmica? Enquanto aos que sofrem a omissão dessa cósmica graça, sendo guiado a um conceito de maldição?
Costumamos escutar aos fins de semana, pessoas com pastas que batem a nossa porta e falam, “_Existe uma entidade sobrenatural, sua vida tem um propósito”, aonde está escrito o meu ou o seu propósito? Se isso for verdade aonde ficará a sua e a minha individualidade? Qualquer propósito escrito em livros religiosos, são meramente insignificantes a nível de propósito individual, nenhuma leitura religiosa é direcionada a um propósito pessoal, toda leitura religiosa está direcionada a um propósito coletivo, e um propósito monstruoso cheio de tortura, sofrimento como propósito para um descanso eterno e incondicional. Propósito somente alcançável através de um sentimento de arrependimento pelo próprio ato de existir, levando a negação do próprio indivíduo a toda uma existência e experiencias individuais, que definem o indivíduo como pessoa, diferenciando-o dos demais.
Com todos os atributos e propósitos pessoais que o tornam uma pessoa única, nos diferenciamos uns dos outros, cada um com suas apitidoes que são desenvolvidas somente nas próprias experiencias pessoais. Meio que uma sátira, todos os adeptos religiosos são tão iguais em conceitos que deveríamos cadastrá-los com um chip ou um código de barras, se perguntarmos a qualquer um deles qual é o sentido da sua própria vida, todos eles irão responder a mesma coisa,”_glorificar a entidade sobrenatural e ser salvo da morte”.

Em ordem para


É comum olharmos para os eventos que nos beneficiam e vermos propósitos, analisar os propósitos é uma dos processos da mente humana responsável pela interpretação do mundo externo, estamos com a nossa consciência orientada a entender as intenções dos eventos, tendo esses mesmos como processos desencadeados aleatoriamente que causam algo, ou eventos causados, premeditados calculados com perfeição para possibilitar uma reação também premeditada, podemos chegar a conclusão precipitada de que tudo está em ordem para favorecer algo. As interpretações dos eventos causais e aleatórios são de fundamental importância para podermos entender as ordens em que se torna possível esses eventos acontecerem ou identificar os propósitos premeditados dos mesmo. As crianças entenderem o proposito das coisas, entendem a expressão facial para raiva, felicidade, entendem o tom de voz, raiva, compaixão, relacionam também as expressões do dia dia em seu contexto intencional, entendem rápido que metáforas não são expressões que guiam a uma interpretação real, _Macacos me mordam, _Vai ser um Deus nos acuda, a forma de interpretar o mundo pelo seu significado contextual e não literal é uma propensão cognitiva humana, será que o exclamador da frase “_macacos me mordam”, realmente quer ser mordido por macacos? A intenção de ser mordido por macacos, não é interpretada em um contexto literal, mas como uma exclamação de sentimento punitivo. Por quê entender que o exclamador da frase, “_Vai ser um Deus nos acuda”, está premeditando a aparição de uma entidade fictícia? O interlocutor apenas entende a intenção da exclamação, entender as mensagem que o orador quer passar é entender o mundo do orador, compartilhado a partir de um padrão linguístico
Entendemos as metáforas, simplesmente não nos questionando se realmente os macacos irão morder o orador da exclamação, entendemos os fatores causais que trouxeram a expressão à tona, cruzamos os fatores causais e as suas consequências para entender as reais intenções das expressões metafóricas, por que um “_Ai”,”_Au”,”_iHHH”, expressam dor, enquanto um “_AHHHHH” pode ser entendido como prazer?
Uma ferramenta precisa, inata, desde infância não procuramos a palavra “_Ai” para perceber e entender a dor, simplesmente relacionamos a nossa dor a uma palavra de uso geral que expressa a mesma coisa em outros indivíduos, as crianças expressam suas intenções inatas através da análise de conjunto geral de palavras e expressões em ordem para que ela possa ser entendida no seu grupo social, bebes de colo aprendem logo a apontar o dedinho para algo, não existe nenhum dialogo entre a mãe e o bebe aonde a mão diz ao filho que ele pode apontar o dedinho e a mãe vai prestar atenção ao local indicado. A Simples observação do comportamento dos indivíduos faz o bebe entender a intenção e relacionar com as suas próprias intenções, essa capacidade de anal lizar e relacionar é a mesma em todos os seres humanos, crianças de diferentes idiomas identificam rápido a intenção das diferentes palavras para o mesmo objetivo, essa capacidade exige uma mente voltada a buscar intenções e causas, e essa ferramenta nos acompanha até o ultimo momento de consciência e lucidez.
Buscando atribuir essas analises de eventos externos ao nosso próprio universo mental, os eventos que criam e constroem um o universo em torno do indivíduo, são todos observáveis a conclusão de aleatórios ou premeditados. Como em uma conspirações pró-individuo, a mente se guia por simulações intermináveis de prováveis causas e inevitáveis consequencial, especulando premeditações em tudo, em vista da própria natureza cognitiva para buscas intencionais. Em um evento premeditado podemos ver resultados das ações, assim como em eventos aleatórios podemos premeditar ações improvisadas em ordem ao evento, observamos os resultados, o beneficio final pode ser premeditado mas seu resultado real será sempre aleatório, independente da probabilidade de sucesso na premeditação das ações. Definimos os eventos que resultam em beneficio aleatórios ou premeditados como sendo sorte ou milagre, e os que não nos beneficiam como sendo azar ou maldição. Essa capacidade conspiradora nos guia pelo processo de entendimento do universo, certas estações do ano são mais favoráveis a colheita que outras, mas o que causa? identificamos nas leis da natureza e podemos prever o clima mais favorável a nossa cultura agropecuária.
Entendemos proposito como sendo a premeditação de algo em ordem para. Podemos assumir que a terra está em uma posição favorável, não estamos perto o suficiente do sol para que a água do planeta seja evaporada, o que tornaria toda vida impossível, e muito menos estamos longe do sol a ponto dos oceanos congelarem, tornando também a vida impossível, podemos simplesmente assumir que estamos na posição ideal em relação ao sol, e que a vida no planeta é fato, a distancia entre a terra e o sol se encontram em ordem para possibilitar a vida na terra. Parece que alguém colocou a terra numa posição perfeita, é essa impressão que fica a primeira vista, mas isso é um problema com varias faces de compreensão, estar dentro de um evento aleatório que seja favorável a qualquer indivíduo sempre se mostrará como um premeditação desse beneficio, pois se em cada etapa desse processo voltarmos atras, teremos uma linha aleatória premeditada independente das outras possibilidade, na posição de beneficiado aleatório sempre teremos pegadas da premeditação desse beneficio, simplesmente não vivemos os outros eventos que guiariam a outros resultados, a lua estabiliza o eixo da terra criando dois polos precisos e um climas preciso, a terra está protegida de um bombardeio de meteoros pela gigantesca força gravitacional de Jupter, a fotossíntese das plantas criou um ambiente perfeitamente respirável a vida na terra, eu diria, ”_Se formos morar em outros planetas um dia devemos procurar planetas com arvores e bastante plantas porque sem elas não exite oxigênio”, claro que eu não diria isso, quanto mais olhamos para traz, realmente as coisas parecem se encaixar exatamente como em um proposito, mas isso é uma ilusão de quem está sobre uma posição favorável, somos resultados dessa posição favorável? Ou a posição foi precisamente calculada para possibilitar a existência da vida na terra?
Estar em sistema pronto com tudo em ordem para favorecer algo, não quer dizer que ouve aguem ou algo guiou o processo premeditadamente, o que dirianos se não ouve-se uma distancia favorável entre o sol e a terra, impossibilitando a vida na terra? Quantas vezes o mesmo processo que possibilitou a vida na terra poderia se repetir-se pelo vasto universo observável? Melhor ainda, quantas vezes esse mesmo processo ocorreu no universo antes mesmo de ter acontecido na terra? Quando o Papa João Paulo Segundo sofreu um atentado ele admitiu que foi Fátima quem guiou a bala para não matá-lo, me pergunto, e se o tiro o tivesse matado? O que ele diria? Ou o que sobraria para dizer sobre a vontade de Fátima? Porque ela não o protegeu por completo de um atentado? Do que vale ser um Pontífice se os mesmos enfrentam a velhice e as doenças, incluindo os atendado a vida?


AnalizeS
ROLETas RUSSAs
noventa e nove morrem
GRANDEs
MILagres acontecem
vive UM


Imagine um jogo sádico, cem pessoas de etnias e crenças distintas, um jogo seletivo, somente uma pessoa sobrevive, noventa e nove morrem.
Primeira partida, vinte grupos de cinco pessoas. Cada grupo com um revolver calibre trinta e oito de seis disparos, somente uma bala sendo reposta a cada disparo, até que haja somente um sobrevivente. Girando o tambor aleatoriamente, a mão de um carrasco não calcula a posição em que a bala vai parar.
Segunda rodada, após sobreviverem vinte indivíduos, quatro grupos de cinco pessoas são formados, repete-se o mesmo processo da primeira rodada, cada grupo com um revolver calibre trinta e oito de seis disparos, uma bala que será reposta a cada disparo.
Terceira rodada, restaram agora somente quatro jogadores. Quatro pessoas enfrentando o mesmo processo da rodada anterior, restando somente uma pessoa.
Os sobreviventes da primeira partida, se viram, cada um, a cada rodada sobre uma forte tenção, vendo cada um dos seus adversários morrendo, quando empunhavam o revolver contra a própria cabeça eles sabiam que dessa vez poderia ser o ultimo folego. Tomaram folego, puxaram o gatilho e não morreram. Aqueles que não morreram, sentiram a vida voltando a correr em suas veias. Assim como todos os demais adversários, tiveram cada um a sua vez para não morrer, por não perecerem, esperaram na próxima partida sua sorte se repetir.
Na intensa seleção para a segunda rodada, os mesmos vinte ao verem cada um dos seus adversários caindo com uma bala atravessando suas cabeças, deveriam agora possuir autoconfiança suficiente para aceitar agora a provável morte. Mas quem está preparado para a morte? Quem espera a morte de um adversário para aumentar suas perspectivas de vida? Aguem dentre eles pode sentir-se grato por ter uma nova chance de sobreviver, omitindo a morte do adversário, em um caráter hipócrita de beneficiário?
Ao ter sobrevivendo cada etapa do jogo, um entre cem, vendo os outros noventa e nove puxando o gatilho e morrendo, será que o vitorioso sentiu-se de alguma forma vitima de uma conspiração universal? Que indivíduo ou consciência manipulou o resultado jogo? Qual foi o caráter definido por essa consciência para jugar quem deveria morrer e quem deveria morrer? Porque ou como do inicio ao fim, se preservou a ideia de uma consciência conspiradora invisível a observadores, e somente visível em resultados de favorecimento? Porque buscamos ainda explicar um sentido para a vitoria pela sobrevivência sobre a derrota pela morte? Será que os noventa e nove indivíduos que morreram, tinham uma vontade de viver menor que um único individuo?



A Hipocrisia Final,
Se foi é porque
tinha que ser


Se procurarmos os traços matemáticos e lógicos que guiaram a sobrevivência do indivíduo da roleta russa, encontraremos muitos, mas será hipocrisia se assumirmos que todas as probabilidades estavam sendo manipuladas por algo ou por alguém, pois estaremos admitindo que tudo estava sendo friamente calculado em uma conspiração que guiou todo o jogo para a morte dos outros noventa e nove jogadores, uma conspiração dirigida por uma mente consciente e invisível
Repetiríamos seguidamente os fatores que possibilitaram a sobrevivência de um único indivíduo, assumindo que por tais motivos ele acabou sobrevivendo, o que não seria de nenhuma forma mentira, portanto se ele está vivo é somente por essa sintonia fina matemática, e não pelo acaso, pois o acaso não é aceito, visto a probabilidade matemática necessarinecessária para a sobrevivência do indivíduo. Estar aqui ou ali, nunca dependeu diretamente da mão que girou o tambor do revolver, o carrasco nunca calculou a força e a pressão exata para possibilitar a sobrevivência de um e a morte dos outros noventa e nove.
Em todas etapas haveria um ser invisível guiando a roleta, se colocarmos nossas analises em um ponto de visão casual, todo resultado será visto processo necessário para sua sobrevivência do indivíduo, omitindo o acaso das mortes assumindo a premeditação cósmica daquela única sobrevivência Se a pressão e a força da mão do carrasco empregado para girar o tambor, variando um pouco a probabilidade de sobrevivência do indivíduo estaríamos assumindo que tudo guiou a sobrevivência de um outro. A vitoria seria de outra pessoa, o mesmo pode ser dito sobre a pressão do ar estar em ordem para a sobrevivência do outro indivíduo, e a humilde fricção que girou o tambor necessária a sobrevivência do adversário é resultado de um processo guiado ou um proposito. Qual proposito? Podemos assumir que todas as possibilidades estavam em ordem para a sobrevivência dessa ou daquela pessoa?
Essa ou aquela sobrevivência nas três partidas, é aleatória, somente chegamos a conclusão de como chegamos ao resultado, criamos os cálculos necessários para que o processo pode-se se repetir com precisão. Os mortos não geram equações de probabilidade de sobrevivência, falamos dos que sobrevivem, os mortos continuam soterrados, dilacerados em acidentes, incendiados e deformados em chamas, os sobreviventes são um milagre, de um para cem, de um para um milhão, tanto faz.
Assumimos a sorte ou milagre porque nos beneficia, assumimos azar ou maldição porque nos onera. Assumir desígnio exige que responsáveis pelas partes que morrem se responsabilize por essas mortes, aqueles que se sentem beneficiados por esse desígnio devem se encher de vergonha pois a morte de muitos pode ser o que ele define como milagre.


Livros indicados:
Do Que é Feito o Pensamento : Steven Pinker
Como a Mente Funciona : Steven Pinker
E Assim Falava Zaratustra : Friedrich Nietzsche
Carta a uma Nação Cristã : Sam Harris

Um comentário:

  1. Olá Rudson
    Dei uma lida rápida, tá muito bom os teus textos, vou ler com mais calma,muito bom o texto "Aceitar por consolo" parabens.
    Abço
    Giba - Bie Cursos

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