terça-feira, 19 de julho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Acreditam Pois apenas Querem acreditar Em algo, Que algo?

Acreditam
Pois apenas
Querem acreditar
Em algo,
Que algo?

Não nego, também gostaria de acreditar, se não fosse por aquele sentimento hipócrita de omissão, que preenche o coração dos adeptos os tornando inflexíveis e negligentes com o seu direito de serem racionais em suas próprias premissas. Primeira premissa “_Deus pode tudo”, primeira negação, ele pode tudo mas não necessariamente precisa interferir na decisão dos homens, ou seja o adepto aceita a ideia de poder absoluto mas nega o fato de que ele tenha de intervir com sua vontade para melhorar o mundo, porém através das orações e das suplicas do adepto esse deus miraculoso irá interferir com um universo de poder para fazer a vontade do seu adepto. Segunda premissa “_Deus sabe tudo”, o que é e como é, como foi e como será, segunda omissão, mesmo que deus saiba tudo, mesmo assim se interessando pela salvação de suas criaturas ele ofereceu uma oportunidade de salvação por aceitação ou uma condenação eterna por negação, independente de saber quem negará ou aceitará como já tendo negado ou aceito de antemão, exigindo um sofrimento e uma negação de tudo o que é natural e físico, guiando o adepto a um sofrimento incondicional e cego em sua falsa filosofia, em uma visão de onisciência, ela somente é valida se antes de tudo tudo já for conhecido, mesmo da constituição do universo o adepto e os não-adeptos teriam de sofrer para serem condenados ou salvos esse é a premissa onisciente que é omitida pelos adeptos pois os mesmos querem aceitar a sua existência como sendo guiada por alguém e que os mesmos são beneficiados segundo suas escolhas, ainda assim os fantoches de deus tem uma escolha, não sentem que estão dançando uma musica divina que é resultado de sua premissa omitida, achando que vivem em um ideal de livre arbítrio se agarram a suas premissas .
Ah, sim, como gostaria de continuar acreditando inocentemente em fada dos dentes, em papai noel, coelhinho da pascoa, saci pererê, e uma infinitude folclórico Um dia eu também acreditei naquela história absurda, porém ao observar os assim chamados caminhos do senhor, somente pude ver que os mesmos mistérios ao qual tanto tentei compreender, somente se revelavam em outros mistérios, um processo continuo de necessidade de mistério para responder e entender outro mistério. Assim como pude um dia aceitar essas propostas sem ao mínimo cogitar as loucuras que preenchiam minha mente adepta insensata e deveras insana sustentada sobre uma falha humana de procurar as respostas e negar aquelas que divergiam a minha vontade de credulidade, para as duvidas mais fundamentais eu buscava respostas que pudessem confortar meu sentimento doentio e empobrecido no conhecimento religioso. Os caminhos do senhor é um mistério que somente pode ser explicado com outro mistério, e mesmo assim quando o senhor tão esperado por todos se revela, o mesmo continua a se revelar por mistérios e nada mais, não serei hipócrita, vou ter que assumir que toda vez em que busquei respostas para o sentido de ser adepto, de novo somente encontrava somente mistério como resposta, não quero passar o resto da minha vida, que é única, não vou viver de novo, e mesmo que o sentimento de continuação esvaneça minha mente ainda assim não encontrarei nenhum sinal de continuação, somente ao negar a realidade da vida como um processo único sem nenhuma possibilidade de repetição é que se pode chegar a viver em um ideal de fé, porque? É tudo isso que somente podemos encontrar mistérios e mistérios, nenhum fiel encontrará nenhuma resposta concreta para qualquer pergunta que o mesmo venha a fazer, pois o mesmo que se encontra em mistérios irá se revelar me mistérios. Isso é cansativo pois nem todos permanecem como crianças a vida toda e como adultos precisarão responder todas as suas questões de formas adultas e nada mais.
Por muito me perguntei,”_Aonde esteve aquele deus poderoso que operava milagre enquanto caiam lagrimas das mães judias ao ver seus filhos morrerem abaixo das marretadas nazistas?”, ”_Aonde estava esse deus cuja a bondade suprema é maior que qualquer afetação materna, quando massas gemiam e gritavam em uma dor sufocante perante a quase interminável purificação dos corpos queimando vivos nas fogueiras cristãs”. Para qualquer questão que explora-se a omissão divina somente acabava por encontrar respostas do tipo, “_Esse é o plano de deus”, esse plano é o que me assustou, mas por muito tempo permaneci naquela hipócrita omissão do que realmente aconteceu antes de mim, pude ver em todo meu tempo de fiel até o dia em que neguei aquela ideia de plano e de vontade de um deus em primeiro lugar, pude ver igrejas sendo revestida com caveiras humanas, aceitando aquelas carcaças humanas como sendo uma tipo de uma mancha de tinta em uma folha de papel, um ser que veio para cumprir algo ainda mais misterioso.
Um dia pude ter a possibilidade de acordar e ver que nenhum ser humano precisa de algo tão repulsivo, e que em nome de algo com procedência imaginária a humanidade pode cometer tantos crimes seguidos de uma auto omissão em primeiro plano, crimes como negar os que em nome de crendices acabaram por mutilados, ou assassinados com suas mulheres e crianças estupradas assassinadas e ou mutiladas, crendices tão medíocres e irracionais que não deveriam nem ser chamado de medíocres visto que medíocre sugere algo médio ou algo em um meio termo entre comparações, não dizemos que pessoas foram meio incendiadas para expurgar demônios, vilarejos tiveram seus habitantes pagãos meio assassinados e suas esposas e filhos meio assassinados nem meio mutilados. Portanto em observação a mediocridade como meio termo entre comparação de termos, o sentido religioso está tão longe de ser medíocre quanto está próximo de ser repulsivo.
Literatura bíblica contem um conjunto de palavras de tamanha repulsividade que não deveria se aceito e muito menos existir em uma sociedade civilizada, palavras essas que somente podem ser aceitas por aqueles que querem sentir a si mesmo como especiais, diferentes de qualquer outro, como sendo os escolhidos, ou o povo de um deus, somente aqueles que querem um motivo para sentirem-se diferentes como estando sobre o topo do Monte Everest(imaginário), um monte de beneficiação eterna, cujo qual somente aqueles que são especiais como eles podem escalar e assentar-se, e todo o beneficio da existência aonde somente eles são merecedores pois são minoria, tendo aqueles que estão sobre esse topo, reger a ordem aqueles que estão na base. Não poder ser jugado por crimes contra a humanidade cometido no passado, é que torna qualquer figura de origem criativa de necessidade para um beneficio psicológico, um potencial risco a saúde da sociedade futura, prever quando será a substituição de uma doutrina sangrenta por outra que também será sangrenta se torna difícil, assim como falamos em nossas escolas sobre as bruxas e os hereges que foram para fogueira, evento que naquele tempo foram ignorados, porém agora por alguns visto como um ato medieval e monstruoso, não muda em nada o conformismo religioso moderno sobre eventos ruins que acontecem hoje, eventos com provas suficientes para botar uma quantidade enorme de lideres religiosos atrás das grades, e que sustentariam uma face monstruosa da exibição da fé, é comum eu acabar por escutar que não importa o que eu fale ou prove o meu interlocutor não irá deixar de acreditar no seu ser imaginário.
Não faz muito tempo que a Europa deportava judeus para serem queimados em campo de concentração, mesmo assim os europeus não prestavam atenção naqueles vagões cheio de gente que iam e voltavam vazios para recolher mais um pouco de gente, e muito menos existia uma reação daqueles que assim se diziam ser “o povo da aliança”, olhando diferente para aqueles que não aceitaram o seu salvador, o único desejo matinal nas orações promovidas pelo clero cristão era de que os assassinos do filho de um deus morressem, do bebê de colo ao homem idoso. Mesmo hoje pudemos ver lideres religiosos negando que o assassínio em massa de fato aconteceu, como se dissessem que apenas deportavam o que veio a acontecer foi um acaso. Eis o desprezo pela historia religiosa humana, ela está manchada de sangue, hoje entendo porque acreditam na vida após a morte, os credos religiosos pregam a vida após a morte pois aos que morreram nas colheitas da fé venham a servir de inspiração a grande massa que irá morrer na próxima colheita. Mesmo assim, mesmo que provemos com fotos vídeos e gravações, cartas e assinaturas, mesmo que exibamos as máculas dos idealizadores religiosos, mesmo assim os adeptos fecharão os olhos para o que acontecer pois seus lideres disseram que o que eles viram ou ouviram não os torna especiais portanto a palavra de seu deus continuará perfeita.
Uma mente que procura respostas fantasiosas para o próprio sentido de vida somente irá encontrar respostas fantasiosas para seu sentido de vida, “_Ou o corão ou a espada”. Em uma sociedade madura e igualitária qualquer um ousa-se deixar soar um único pensamento que pudesse vir a atrasar o progresso do sentido de humanismo igualitário, que deturpasse o valor da vida, ou idealizasse um povo escolhido, esse ser deveria ser automaticamente expurgado na primeira palavra que pude-se vir a sair dessa boca tendenciosa a maleficência de sua mente esquizofrênica, esse individuo deveria ser internado em um hospital para loucos, pois o que ele apresenta aos olhos de uma sociedade séria, atitudes e pensamentos de pessoas que sofrem de megalomania e esquizofrenia, visto que o indivíduo se julga portador da verdade absoluta e se intitula o escolhido e ouve vozes e tem visões. Será em que poderíamos atribuir a culpa de todas atrocidades humanas que ocorreram ao longo dessa curta passagem história do universo a um ser que se desenha de forma diferente em cada mente? Aquele ser imaginário que encontra como único sentido de existência a necessidade megalomaníaca de ser especial e superior a tudo para conforto do adepto? Superando até mesmo a realidade da morte, impregnando as paredes do cérebro com uma sentimental megalomania direcionada a um ser imaginário, essa entidade desenhada na cabeça do adepto que sobreviveu a sua extinção somente através de sangrento processo de superação tribal. Encontramos sentido para deus, então qual o sentido para a dor, o sofrimento, a mutilação que sustentam a permanência desse beneficio que é de ter um deus que supera tudo? O único ser em qual poderíamos atribuir a responsabilidade de de ter matado crianças em frente das próprias mães em cujo qual, o implorar para que ela fosse a primeira a ser morta para que ela não ouvisse sua criança aos gemidos de morte sobre uma forte marretada, o único criminoso é aquele que ainda mantem vivo um ser que se exprime em uma megalomania impositora, esse mesmo que se faz ao cego como sendo a luz, mas que o nega de ver o sangue deixado para traz, o culpado e aquele que se faz ao coxo como moleta mas que o nega ver os ossos que calçam seu caminho, o culpado é aquele que se se faz ao doente como cura mas que o ensurdece ao clamor dos doentes e dos moribundos.
Através da razão poderíamos encontrar um sentido para a existência própria que não nos guiasse por filosofias sectaristas auto sustentáveis em porcarias como epistemologia, teodiceia, ontologia, livre de um fascínio humano infantil criativo chamado Deus, livre de respostas criativas como universos invisiveis para seres invisíveis que são feitos de matérias invisíveis, senso de criatividade essa que tenta permanecer sobre o topo da razão de toda ciência, com seu deus, esse que se encontra hoje na sombra de qualquer conhecimento cientifico, porém responder perguntas sérias com especulações fantasiosas não é o melhor caminho para obtenção de uma resposta concreta.
_O deus tu que é tão superior não os pode ouvir? Eu nego a tua surdez, não serei o próximo que abaixo de marretadas irei clamar para morrer antes do meu filho. Amaldiçoado seja teu nome oh covarde tu fostes ao ti cobrir com o cobertor do ouro que varrestes da terra, ignorastes ao clamor dos homens que um dia a ti chamaram como o ultimo reduto, tuas ricas mancões se mantem levantadas, se fecharam para que vossos ouvidos não escutassem os gemidos de dor nos incêndios, as borbulhas dos afogamentos e nem os gritos daqueles purificados quando os ratos os cavavam as entranhas rasgando-lhes a carne e saindo atras em suas costelas. Não sou hipócrita, portanto se existires, saiba que não te preso pois mostrastes o mesmo apreço por todos aos que a ti correram, vejo os judeus que ontem recorreram a tua mão quando se viram fuzilados e humilhados aos gatilhos nazistas, não tapei meus olhos nem meus ouvidos ao passado ocorrido, porque não correstes para ajudá-lo, já sei estavas tu guardando tua miraculosa mão ao leitor crente do teu poder, pois saiba te nego, nego tudo em ti os dizeres de que sois bondoso, não sois bondoso sois malvado, pois não vi tua bondade em épocas de necessidades da humanidade, não sois eterno pois vi que quando os homens deixam de acreditar em ti entras numa luta deplorável procurando as mentes mais pobres e fracas, as únicas quais ainda podeis residir, quando esteves sobre a dominância da razão somente pude ver o favorecimento da tua vontade, em esculacho contra o ideal humano de igualdade queimaste mutilaste estuprastes e assassinastes todos aos quais cabia oprimir sobre a sua vontade, e se o leito for capaz de um dia acordar ele também ira dizer .
_Seu nome está sujo de sangue, vergonha cabe a mim ter tomado teu nome e ter acreditado em ti, sem medo nego teu espirito santo de discórdia.

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