sexta-feira, 10 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Julgado pela força do hábito Falácia do apelo ao terror



Julgado pela força do hábito
Falácia do apelo ao terror

Apelo ao terror é uma técnica frequentemente usada por adeptos para provocar os não-adeptos, “_nunca ouvi falar de alguém que na hora do pega-pra-capar não falou meu deus!”, mesmo que tal fato aconteça com certeza isso não seria mérito nenhum dos proselitistas religiosos, de certa forma até pode ser que seja mérito visto que a linguagem esta sempre sendo moldada para entrar nos conformes sociais, ainda assim o não-adepto não está exclamando a frase por credulidade, até mesmo os não-católicos algumas vezes se pegam a exclamar, “_Nossa senhora!”, mesmo assim os não-católicos assumem a expressão como força do hábito. Será verdade a falácia do apelo ao terror de conversão no momento da morte? Constantemente os não-adeptos são atacados por provocações, “_Na hora da morte todos apelam a Deus”, será que os índio ou até mesmo os budistas apelam a Deus na hora da morte? Por que esse fascínio de que o medo da morte provoca a conversão continua na cabeça dos adeptos? Agora vai uma presunção minha para o leitor, nunca ouvi falar de nenhum papa ou padre ou até mesmo pastor que na hora da morte apesar de seus apelos e dos apelos dos seus seguidores tenham sido ressuscitado, será que se toda a rede de adeptos religiosos fizerem um apelo aos céus o papa João Paulo II ressuscitaria? Porque que os mesmos que pregam a conversão com apelo ao terror do medo da morte não são poupados dela? Ainda assim há aqueles que sustentam relatos como sendo fatos, relato não é fato,“_Noé viveu trezentos anos”(que seja) ou “_Adão viveu oitocentos anos”(que seja também), não existe nenhum registro sério que mostre que qualquer tipo de pessoa tenha chegado ao no mínimo duzentos anos de idade o que dizer então desses relatos de trezentos ou até oitocentos anos? Somente respostas fantásticas podem confirmar relatos tão fantásticos, ex: ”_Deus pode fazer o que quiser portanto se ele quiser ele pode fazer o homem viver até mil anos”, Deus é uma resposta fantasiosa sem nenhum tipo de certeza exceto pela credulidade de seus adeptos, não podemos medir ou confirmar o poder ou até mesmo a veracidade de tais relatos pois as mesmas são fictícias e fantasiosas, esses tipos de relatos não conseguem gerar nenhum tipo de prova aseu favor, para esses tipos de relatos poderem vir à tona basta somente uma cabeça tão perturbada e ao mesmo tempo aterrorizada pela ideia da própria morte ser o fim. Relatos podem virar fatos desde que os relatos possam gerar prova, portanto não existe nenhum fundamento para acreditar que uma conversão no leito de morte venha a prolongar a vida dos não-adeptos.
Dizer simplesmente que todo mundo exclama “_Ah meu deus” ou até mesmo “_Nossa Senhora” esteja recorrendo a credulidade em um momento qualquer, exibe arrogância e prepotência por parte do adepto e de certa forma pode ser considerado como uma tentativa de ofensa e de imposição de credulidade ao orador da exclamação. O orador da frase não enxerga que tal fato existe necessidade de nenhum tipo de credulidade para usar uma frase exclamativa que com frequencia é usada em um grupo social. Não significa nada para um orador cético a pronuncia de qualquer frase exclamativa de origem religiosa, visto que essa também é tida pelos adeptos como sendo somente útil para propósito de exclamação, assim como a palavra chicote não exige que a pessoa que a está pronunciando saiba que em Portugal porco é chico e que o coro do chico da origem ao chicote, e muito menos significa que a pessoa ao pronunciar chiqueiro precisamente necessita saber que a casa do chico é o chiqueiro. Força do hábito ou não o orador também deve se policiar ao ser necessário fazer uso de tal exclamação pois ela levara uma maré de oportunistas a tirar conclusões e até de certa forma atacar o orador.

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