segunda-feira, 6 de junho de 2011

O nascimento de um novo tempo – Deus na onisciencia a prepotencia na liberdade a condenação


    Temos em mente a visão de um deus exposto pela bíblia como sendo onisciente e onipresente. Na observação da onisciência divina podemos concluir que Deus sabe tudo e seu conhecimento é atemporal, essa proposta pode ser considerada demasiadamente forte e até de certa forma pode ser o motivo de consolação dos adeptos religiosos. Mas o grande conflito vêm quando a bíblia e as religiões mostram a face de um deus bom que permite a todos poder escolher entre o bem(ele) ou o mal(ser uma pessoa racional), existe um ponto de conflito entre o livre arbítrio promovido por Deus e a figura onisciente compelida a ele. Quando crimes bárbaros acontecem na nossa sociedade, quando uma pessoa mata outra e quer sair impune, a primeira proposta lançada pelos seus advogados(quando o réu tem dinheiro) é a incapacidade do réu de viver a realidade em um estado de lucidez, aonde o réu por estar sobre controle das suas fantasias esteve impossibilitado de lutar contra seus delírios acabou sendo levado a cometer o delito, como ele pôde cometer tais atos? Sendo nós racionais e tentando também manter nossa mente livre de qualquer opinião repressora, que tipo de punição devemos dar a um maniaco sabendo de antemão que o indivíduo foi guiado por uma mente doente cega em seus fundamentalismo? Devemos exonerá-lo de uma punição? Se o punirmos não estaríamos jugando um inocente que foi vitima de uma omissão medica que poderia ter levado o mesmo a ser uma pessoa tão boa e honesta quanto nos mesmos? E se fosse o caso de um portador de Síndrome de Down ou um Altista que viesse a matar uma pessoa inocente? Iriamos puni-los por ter feito algo? O que é um crime senão um ato feito em um estado lúcido compulsivo recessivo ao bem do social comum, recessivo é uma palavra usada comumente na genética, um gene recessivo é aquele que atua na falta de outro, no caso considere a cultura como sendo um modelo genético para a construção da sociedade(MEME), então todos nos temos uma cópia do MEME e nele podemos encontrar o gene social que leva o individuo a querer compartilhar do direito de uma igualdade plena, nesse gene que é curto podemos ler as sua simples regra “_Somos todos iguais merecendo os mesmos direitos e estando em nos encarregados de proteger a igualdade do direito do outro”, podemos definir esse gene como sendo o gene do do “bem do social comum(BSC)” podemos também defini-lo como o gene do caráter social.
    Agora prossigamos, sabemos nos que por estarmos em uma consciência lucida não devemos punir um esquizofrênico com o mesmo processo no qual jugaríamos um engenheiro pedófilo ou um padre PhD em teologia por ter cometido estupro, nossos julgamentos para com o réu se baseia no estado de lucidez em que o mesmo veio a praticar seus atos. Claro que não devemos exonerar os crimes cometidos por um esquizofrênico tanto quanto não devemos exonerar um chefe de estado por ter cometido qualquer que seja o tipo de crime. Nada é inato em uma consciência lucida que persiste em ir de contra o bem do social comum. Esse é o ponto de vista para um julgamento racional.
Mas se você soube-se do crime a ser cometido por uma pessoa, qual seria sua posição? Como você veria fato criminal? Seria ele um ato punitivo ou um crime inato visto que o futuro da pessoa já lhe foi relatada? Conhecer os processos de antemão tornam os mesmos processo imutáveis, visto que não haveria acaso já que a sua visão é de algo que aconteceu. Então você pode oferecer a proposta de escolha sabendo o que o mesmo criminoso já escolheu? E você pode puni-lo por ele ter feito justamente o que você sabia que ele viria a fazer?
    O que é a onisciência divina senão a proposta de que Deus é atemporal e sabe tudo, o mesmo deus que intitulou o pecado do pecador antes mesmo do mesmo ter nascido e antes mesmo dele ter experimentado a experiencia do pecado, o mesmo já nasceu culpado. Por ser um atributo a um deus bíblico posso eu tirar por conclusão que a proposta do livre direito de servir ou não é irracional e sem fundamento. Nos humanos somente julgamos as escolhas por elas serem imprevisíveis pois se elas fossem previstas a chamaríamos oficialmente de destino. Imagine uma lei para aqueles que iriam se desvirtuar do ideal divino, uma lei baseada em destino de previsões aonde mulheres gravidas abortariam seus filhos antes do mesmos virem a nascer e poderem cometer seus pecados.
     O fato de existir e tornarmos Bons ou Maus não é divino, o pecado e os horrores exibidos pelas mentes humanas nos mostram a tremenda casualidade da realidade de cada um, o homem e a natureza são desde muito tempo o grande fascínio humano. A casualidade é exibida em um curto espaço de tempo em nossa realidade, moldando a nossa realidade como se fosse uma jornada sem guia com vários caminhos tão elegantes quanto a ideia de um proposito divino aonde esses caminhos já foram previstos e os mesmos já foram condenados, o mundo não tem um proposito somos todos um acaso de eventualidades e adaptações, a busca do equilíbrio e igualdade nos fez de todos os seres vivos os únicos que progridem ao mesmo passo em que aumentamos a nossa população, julgar os atos em um principio racional igualitário é cada vez mais necessário. A ilusão de livre arbítrio divino é um veneno, pois ela impõe ao ser racional uma ideia de liberdade de escolha para servir ou ser exterminado, indo de contra com a mesma ilusão da existência do tal ser que sabe tudo sobre todos e mesmo assim puni-los por suas divergências já conhecida de antemão.
    Se Deus sabe tudo logo o certo e o errado é apenas um processo chamado destino logo, o proposito de existência baseado em um processo de expiação de pecados se torna uma falsa postura teísta, pois todos os caminhos já eram conhecidos de antemão, logo etão o pecado exigiria um perdão automático, sendo assim todos os já definidos pecados da humanidade são inatos e não merecedores de céu e inferno e nem a existência do mesmo.

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